segunda-feira, 4 de setembro de 2017

reforma política nesta terça-feira

Plenário pode votar reforma política nesta terça-feira, mas deputados reconhecem dificuldades

Líderes partidários citam impasses e calendário apertado como obstáculos à reforma política
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O Plenário da Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (4) o fim das coligações partidárias para as eleições proporcionais e a criação de uma cláusula de desempenho para acesso a recursos do Fundo Partidário e ao horário gratuito de rádio e TV. Nesta terça-feira também está prevista sessão do Congresso para analisar a revisão da meta fiscal do governo (PLN 17/17).
Na sessão do Plenário que acontece neste momento, o presidente interino da Câmara, André Fufuca, anunciou que a pauta será composta de requerimentos para dar urgência a cinco projetos de lei e o projeto de lei que agiliza procedimentos de destituição de poder familiar e adoção de crianças e adolescentes (PL 5850/16).
Reforma política
Os itens da reforma política que podem ser votados amanhã constam da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 282/16. Os líderes do PT, Carlos Zarattini (SP), e do PSDB, Ricardo Tripoli (SP), reconheceram nesta tarde que os impasses podem impedir o avanço das propostas. Qualquer mudança constitucional precisa passar por duas votações com 308 votos favoráveis e, para valer em 2018, deve ser votada por deputados e senadores até 7 de outubro deste ano.
Para o líder do PSDB, o prazo está se esgotando. Tripoli defendeu a votação da proposta de cláusula de desempenho associada ao fim das coligações (PEC 282/16), mas afirmou que alguns partidos só aceitam votar esta proposta se forem aprovados pontos da outra proposta, que cria o fundo público para o custeio de eleições e altera o sistema eleitoral para deputados e vereadores (PEC 77/03).
“Amanhã é um dia fatal. Se não votarmos nada, na minha opinião, fica muito difícil você ter alguma coisa que não seja o que já existe hoje”, disse. “A ideia básica é que nós consigamos pelo menos votar a questão da cláusula de desempenho e o fim das coligações proporcionais, que eu entendo ser a matéria mais próxima do consenso, embora ainda haja alguns líderes que querem incluir nessa discussão a questão do distritão e do distrital misto e o fundo, vincular as duas propostas”, afirmou.
Sem obstrução
Zarattini afirmou que a bancada petista não deverá impedir as votações. “O PT vai apoiar as votações, vai trabalhar para que haja as votações, para que a gente faça o debate político, escolha aquilo que é melhor para a democracia no Brasil. E nós temos uma certeza: o melhor para a democracia no Brasil é baratear as eleições”, disse.
Ele destacou, no entanto, que é possível deixar a decisão para a semana que vem. “Não é esta semana o prazo final. A semana depois do 7 de setembro é o limite que fica impossível passar algo para valer em 2018”, disse.
Relatora da proposta sobre as coligações, a deputada Shéridan (PSDB-RR) disse que a votação depende dos líderes. “O texto foi mexido, um acordo foi construído. O que eu pude fazer como relatora foi feito, agora não depende mais de mim, mas dos líderes e da Presidência da Casa”, disse.
Mais informações a seguir.

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