sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Politica

PENEIRA FINA 15-09-2017




‘Arquivos Deslizantes’
Os meios político e empresarial de Catanduva amanheceram na quinta-feira, dia 14, atônitos com a Operação Arquivos Deslizantes que culminou na prisão temporária do vereador Daniel Palmeira de Lima (PR), do empresário e presidente da ACE Paulo Pacheco e de mais 17 pessoas em três estados brasileiros. A imprensa regional amanheceu em Catanduva para acompanhar os vários promotores de justiça e policiais militares e civis que realizaram as buscas e apreensões e as prisões. As cenas assistidas nas redes sociais, nas emissoras de televisão são inéditas na Casa de Leis da cidade. O que resta aos investigados e aos membros do Ministério Público e Judiciário é conduzir a apuração com a máxima seriedade para que a sociedade tenha uma rápida resposta.
Recursos
Evidentemente que todo aquele que é suspeito tem direito constitucional de defesa ampla e irrestrita. E certamente os advogados dos supostamente envolvidos no esquema terão a oportunidade de defesa de seus clientes. Até o fechamento da matéria, entretanto, nenhum deles tinham se manifestado sobre como procederiam.
Compasso de espera
Pelas primeiras declarações, o presidente da Câmara Aristides Jacinto Bruschi (PEN), o Enfermeiro Ari, não tem nenhuma intenção de provocar qualquer discussão no Legislativo sobre eventual afastamento do vereador Daniel Palmeira do cargo. Enfermeiro Ari repetiu mais de cinco vezes em menos de quatro minutos que não é uma decisão dele e que aguardará a Justiça pedir o afastamento do vereador. Ele ressaltou ainda que somente o trânsito em julgado poderia por fim ao mandato do vereador investigado.
Repercussão
Resta saber como reagirão os demais vereadores que ainda terão um fim e começo de semana para pensar até a próxima sessão ordinária, na terça-feira, dia 19. Se é que os vereadores entrarão neste mérito durante a reunião legislativa.
Comprou
A Prefeitura de Catanduva, a questionamento de O Regional, confirmou que já teria adquirido produtos da empresa de Tabapuã investigada na Operação Arquivos Deslizantes. “A Prefeitura de Catanduva possui duas unidades de arquivos deslizantes. Foram adquiridos da empresa OFC em 2010 e 2015, ambos mediante processos licitatórios”, informou a assessoria de comunicação do Poder Executivo. Segundo os promotores do GAECO até mesmo a Câmara de Vereadores da cidade teria comprado da empresa da cidade vizinha.
Reclamou
A deputada estadual Beth Sahão (PT) utilizou as redes sociais para reclamar de suposta manobra dos parlamentares aliados ao Governo de Geraldo Alckmin (PSDB). “Gostaria de denunciar aqui uma prática vergonhosa que está sendo adotada pelos deputados da base do governo Alckmin nas comissões da Assembleia Legislativa. Eles estão atuando sistematicamente no sentido de barrar toda e qualquer investigação que envolva o governador”, afirmou a petista.
Barrada
Ela reclamava de requerimento seu que teria sido barrado. “Solicito a vinda à comissão de Educação da procuradora do Ministério Público de Contas que descobriu um desvio de R$ 25 bilhões”, publicou a deputada que continuou: “Esse dinheiro, que devia ter sido usado no ensino, foi desviado para cobrir o rombo da SPPREV. Os deputados governistas não querem que realizemos o papel primordial para o qual deputados e deputadas são eleitos, que é o de fiscalizar o poder executivo”.
Convocação
A Comissão de Finanças e Orçamentos da Câmara de Catanduva publicou no Imprensa Oficial de quinta-feira, dia 14, aviso de realização de audiência pública para demonstração e avaliação dos resultados das contas públicas do Município do segundo quadrimestre. A reunião será realizada no Plenário da Câmara na próxima sexta-feira, dia 29, às 16 horas. A participação da população é imprescindível para fiscalizar a utilização do dinheiro público. Quanto mais se ouve falar de suspeitas de escândalos com dinheiro público, mais urgente é a atuação do povo na fiscalização.
Salários
Os valores dos salários que o Consórcio Público Ontermunicipal de Saúde da Região (Concirc) pretende pagar para os 79 cargos disponíveis em concurso público tem gerado reações. O presidente da Câmara fez questão de abordar o tema na última sessão. Enfermeiro Ari criticou os valores.
“Como profissional da saúde, fiz uso da tribuna, na sessão dessa terça-feira, 12, para questionar o valor irrisório dos salários no edital do processo seletivo para o SAMU, que são, no mínimo, vergonhosos. Estarei me reunindo com os órgãos da categoria para articularmos uma ação contra essa situação absurda e inaceitável, pois põe em grave risco a qualidade do atendimento a saúde do catanduvense. Os profissionais que atuam no SAMU devem ser extremamente qualificados, pois suas decisões e ações salvam pessoas. Não vamos tolerar essa suposta ‘economia’, que pode ter um preço incalculável: vidas humanas”
–– ENFERMEIRO Ari, presidente da Câmara.
Da Redação

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