PF faz buscas nas casas de Joesley, Ricardo Saud e Marcelo Miller

A Polícia Federal faz buscas nesta segunda-feira, 11, na casa do ex-procurador da República Marcelo Miller na Lagoa, no Rio. Ele é suspeito de fazer jogo duplo em favor da J&F.
Agentes cumprem quatro mandados de busca também em São Paulo. Dois alvos são as casas dos empresários Joesley Batista e de Ricardo Saud. Outro é a sede da J&F. O quarto é a casa do advogado Francisco Assis, delator da JBS.
Marcelo Miller teve a prisão requerida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A custódia foi negada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal.
Fachin ordenou a prisão dos empresários Joesley Batista e Ricardo Saud, da J&F, por violação do acordo de colaboração premiada. Os dois se entregaram na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo, no domingo, 10.
Leia a notícia na íntegra no site do Estadão.
Na Folha: PF faz buscas na casa do ex-procurador Marcello Miller e na sede da J&F
A Polícia Federal cumpre um mandado de busca e apreensão no Rio e quatro em São Paulo, manhã desta segunda (11).
No Rio, as buscas são realizadas na casa na casa do ex-procurador Marcello Miller, no Rio de Janeiro.
Ele está envolvido na polêmica que levou à suspensão do acordo de delação da JBS, e à prisão do empresário Joesley Batista e do executivo Ricardo Saud.
A PF também realiza buscas na casa de Joesley e de Saud, além da sede da empresa e da casa do delator Francisco Assis e Silva, executivo da JBS —todos os endereços são em São Paulo.
As autoridades buscam, desta forma, encontrar documentos e áudios que ainda não foram entregues aos investigadores.
Leia a notícia na íntegra no site da Folha de S. Paulo.
Joesley se entrega à PF e delação fica sob ameaça
O empresário Joesley Batista, dono do Grupo J&F, e o diretor da empresa Ricardo Saud se entregaram na tarde deste domingo, 10, à Polícia Federal em São Paulo após o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar a prisão temporária dos dois delatores por cinco dias. Para o ministro, há “indícios suficientes” de que ambos violaram o acordo de colaboração premiada ao omitir a participação do ex-procurador Marcello Miller no processo de delação. Fachin afirmou ainda que há indícios de que as delações ocorreram de maneira “parcial e seletiva”.
Os benefícios concedidos a Batista e Saud foram suspensos temporariamente por determinação de Fachin. Segundo apurou o Estado, se a anulação da imunidade penal for mantida, uma das linhas de defesa analisadas pelos advogados de Joesley e da J&F é interromper a colaboração com a Justiça. Em outras palavras, colocar fim à delação premiada. Se isso ocorrer, todos os processos e procedimentos instaurados com base nas informações prestadas por Joesley e Saud sofrerão prejuízos imediatos e deverão ser comprometidos.
Leia a notícia na íntegra no site do Estadão.
Até o fim, Joesley acreditou que escaparia ileso
Joesley Batista já descansava em sua casa, em São Paulo, quando Rodrigo Janot postou-se frente às câmeras, em Brasília, para anunciar que poderia cancelar a delação do empresário. Durante os quase 20 minutos em que o procurador-geral da República falou na noite da última segunda-feira, dia 4, o mundo político parou. Na rua França, no bairro paulistano do Jardim Europa, a tevê de Joesley permaneceu desligada. O empresário preferiu não ver o pronunciamento. O insistente tilintar do aparelho celular, no entanto, foi mais difícil de ignorar. Aos mais chegados, Joesley respondeu não entender o que se passava. O delator mais famoso do País repetia não saber por que Janot estava tão irritado.
A aparente serenidade contrastava com a percepção geral de que Janot impunha profundo revés ao empresário. Joesley, que comprara briga com o presidente da República e com boa parte da classe política, perdia naquele momento seu mais importante aliado. Por meses, o procurador-geral defendera os termos do acordo, que previa imunidade total ao bilionário. Com sua fala, Janot escancarava a possibilidade de que ele fosse parar na cadeia. Joesley, que até então parecia conseguir se antecipar aos fatos e controlar seu destino na investigação criminal, não percebeu.
Leia a notícia na íntegra no site do Estadão.
No G1: Presos, Joesley e Saud serão transferidos para Brasília nesta segunda
O empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, e o executivo da empresa Ricardo Saud deverão ser levados de São Paulo para Brasília nesta segunda-feira (11) pela Polícia Federal (PF). Eles estão presos desde o início da tarde de domingo (10) na sede da PF em São Paulo, onde passaram a noite.
Presos por ordem do ministro Edson Fachin e a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Joesley e Saud deverão viajar em um avião da PF para Brasília.
Até a noite deste domingo, a previsão era de que Joesley e Saud desembarcassem em Brasília às 13h em um avião da Polícia Federal.
Leia a notícia na íntegra no site do G1.
Fonte: Estadão + Folha de S. Paulo + G1
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