Técnico autoriza Cavani e Neymar a cobrar pênaltis, mas não indica primeiro batedor
Unai Émery confirma que houve "conversa" no vestiário após duelo contra o Lyon e afirma que dupla tem responsabilidade necessária, sem deixar claro quem terá prioridade
Visto como peça fundamental para resolver a disputa pessoal entre Cavani e Neymar pelas cobranças de bolas paradas no Paris Saint-Germain, o técnico Unai Émery confirmou que o brasileiro também está autorizado a bater pênaltis - não só o uruguaio. Em entrevista coletiva nesta quinta-feira, o espanhol, porém, não deixou claro quem será o primeiro batedor nem se haverá uma prioridade fixa para um dos jogadores ou os dois se alternarão em tal papel a cada jogo.
Nós sabemos a importância dos pênaltis, são uma grande responsabilidade. Muitos jogadores querem assumir essa responsabildade, um momento importante do jogo. O primeiro e mais importante é a responsabilidade. Os jogadores que estão aptos a bater os pênaltis são Cavani e Neymar, porque eles têm a responsabilidade. Antes, o jogador que batia era Cavani, agora Neymar chegou e temos os dois. Tomamos a decisão será assim. A decisão será minha, de acordo com o momento e a importância do jogo - disse o treinador.
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Unai Émery apontou que Neymar está autorizado a cobrar pênaltis, mas não definiu prioridade (Foto: AFP)
O tema das penalidades máximas voltou a aparecer na entrevista coletiva em mais duas oportunidades, quando Émery confirmou que conversou com Cavani e Neymar antes e depois da partida do último domingo, "coletiva e separadamente". O treinador minimizou a polêmica e apontou que essa disputa por quem cobrará pênaltis "acontece em todos os times". E disse que deixará claro para os atletas quem deve bater.
- Os pênaltis são rápidos, e capacidade e responsabilidade são importantes. Primeiro eu direi aos jogadores. Vamos deixar claro que irá bater - completou.
Treinador confirma "conversa" no vestiário após polêmica
O comandante parisiense também confirmou dois episódios relatados pelo jornal "L'Équipe" nos últimos dias: o jantar organizado por Daniel Alves e a discussão no vestiário logo depois da partida contra o Lyon. Unai Émery elogiou a iniciativa do lateral brasileiro e minimizou o incidente nos bastidores da equipe, dizendo que foi apenas "uma conversa".
- Tem situações que acontecem depois dos jogos, e isso não rompe a harmonia e o bom ambiente que há na equipe. Há uma boa relação dentro do vestiário. Não foi uma discussão, foi uma conversa. Quando falo com o diretor e o presidente, conversamos e discutimos. Dessa vez foi uma conversa para achar um ponto comum. No final, o objetivo comum é a vitória.
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Cavani tinha a prioridade nas cobranças na última temporada (Foto: AFP)
Émery também foi questionado sobre a presença de um clã brasileiro no elenco do PSG, com seis jogadores (Thiago Silva, Marquinhos, Daniel Alves, Lucas Moura, Neymar e o naturalizado italiano Thiago Motta), e minimizou a questão.
- Nós somos abertos a todos os bons jogadores, independente da nacionalidade. Eu estou contente com os jogadores. O ambiente é bom, eles falam entre eles. Ter jogador brasileiro, espanhol, francês... O futebol hoje é assim. Aqui no grupo temos um ambiente bom entre todos - disse.
- PARIS SAINT-GERMAIN
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