'Estão estocando até baterias de celular', diz secretário do DF em viagem à Flórida

Vídeo mostra passagem do furacão Irma na Flórida
Em viagem aos Estados Unidos para o casamento de um primo, o secretário
de Trabalho do Distrito Federal, Thiago Jarjour, diz enfrentar uma luta
nos últimos dias para comprar água, alimentos, gasolina e até aparelhos
eletrônicos. Hospedado em Jacksonville – a maior cidade da Flórida –,
ele falou ao G1 sobre as dificuldades com a aproximação do furacão Irma.
"Tá uma loucura. No fim do dia, ontem, a gente tentou ir ao shopping
comprar besteiras, roupas... Tudo fechado. Tudo com madeirite nas
portas, loja da Apple lacrada", conta Jarjour.
"Eu e meu pai queríamos comprar um powerbank, uma bateria externa de celular boa. Fomos na BestBuy, e a prateleira limpa, porque o pessoal tem medo de ficar sem energia. Tá uma loucura, isso aqui."
A família chegou a Orlando – no centro da Flórida – na manhã de
quinta-feira (7), quando o furacão Irma ainda passava pelas ilhas da
República Dominicana e do Haiti. De carro, Jarjour seguiu para
Jacksonville, no norte do estado, onde o Irma deve chegar no fim deste
domingo (10).

Vídeo de secretário do DF mostra ventania antes da passagem do furacão Irma pela Flórida
"Aqui, a gente começou a ter a dimensão da preocupação das pessoas com
os furacões. Postos de gasolina sem combustível, fila para abastecer,
uma dificuldade tremenda de achar água. Demos sorte de encontrar num
supermercado, e compramos 4 pacotes de 24 garrafas de 500 ml", conta.
Secretário de Trabalho do DF, Thiago Jarjour, narra transtornos do
furacão Irma em viagem à Flórida (Foto: Facebook/Reprodução)
Além da água, a família precisou estocar pão, queijo e alguns outros
suprimentos básicos, porque havia a expectativa de que eles passassem
até dois dias "enclausurados" no hotel. O furacão Irma chegou ao Sul da
Flórida classificado como "categoria 3", e deve perder força até atingir
o norte do estado.
Enquanto falava com o G1,
por volta das 14h30 deste domingo (no horário de Brasília; 15h30, na
Flórida), Thiago Jarjour se preparava para uma última "expedição" em
área externa.
"A expectativa é de que o Irma chegue aqui nessa madrugada, de domingo para segunda, então a gente ainda consegue visitar um ou dois familiares. Mas no início da noite, a orientação é para ficar quieto em casa."
Rastro de destruição
Até o início da tarde, a passagem do furacão Irma já tinha deixado 1,69 milhão de pessoas sem eletricidade na Flórida, e causado a saída de outras 6,3 milhões
do estado norte-americano. Segundo as autoridades, 24 pessoas morreram
no Caribe, e outras três, nos Estados Unidos em decorrência do fenômeno.
Pouco antes das 16h, o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA informou que ao menos seis tornados tocaram o solo no leste da Flórida na última hora. Pelo menos um deles estava perto do aeroporto de Fort Lauderdale.
Mesmo rebaixado para a categoria 3 de furacões, após ter atingido o
número máximo da escala (5) durante a passagem pelo Caribe, o Irma ainda
registra ventos máximos sustentados de 195 km/h, de acordo com o Centro
Nacional de Furacões dos EUA.
(Foto: Editoria de Arte/G1)
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