sexta-feira, 15 de setembro de 2017

BOATO

Moradores da cidade mais pobre do Brasil batem no prefeito e o amarram em poste? Não 

Notícia tem sido bastante divulgada na web. Prefeitura de Marajá do Sena, MA, nega que ele tenha sido agredido; foto na reportagem é de outro homem, tirada em julho, em Minas Gerais.

 
Por Roney Domingos, G1
Uma notícia que tem sido bastante divulgada nas redes sociais diz que moradores da cidade mais pobre do Brasil bateram no prefeito e o amarraram em um poste. Não é verdade.
 (Foto: Arte/G1)  (Foto: Arte/G1)
(Foto: Arte/G1)
A história teve início no Maranhão e ganhou repercussão Brasil afora porque usa a foto de um homem amarrado a um poste sob o título: "Moradores da cidade mais pobre do Brasil descem o pau no prefeito e o amarram em poste".
Citada na reportagem que circula nas redes, a Prefeitura de Marajá do Sena diz que a informação não procede.
Um outro detalhe denota a falsidade da mensagem: a foto do homem amarrado ao poste é, na verdade, de um suspeito de quebrar vidros de uma casa em Uberlândia (MG). A imagem foi feita em 4 de julho deste ano.
Imagem de homem amarrado ao poste (Foto: Reprodução) Imagem de homem amarrado ao poste (Foto: Reprodução)
Imagem de homem amarrado ao poste (Foto: Reprodução)
Marajá do Sena é o município mais pobre do país pelo critério do rendimento médio domiciliar (R$ 370,48), de acordo com o IBGE, embora esse não seja o único critério para medir a pobreza de uma cidade.
O município ocupa a posição 5.562 no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), de 0,452. Essa é a quarta pior posição no ranking.
Reprodução de notícia falsa que circula na internet (Foto: Reprodução/ Facebook) Reprodução de notícia falsa que circula na internet (Foto: Reprodução/ Facebook)
Reprodução de notícia falsa que circula na internet (Foto: Reprodução/ Facebook)
É ou não é?’, seção de fact-checking (checagem de fatos) do G1, tem como objetivo conferir os discursos de políticos e outras personalidades públicas e atestar a veracidade de notícias e informações espalhadas pelas redes sociais e pela web. Sugestões podem ser enviadas pelo VC no G1, pelo Fale Conosco ou pelo Whatsapp/Viber, no telefone (11) 94200-4444, com a hashtag #eounaoe (caso prefira, a hashtag pode ser enviada logo após a mensagem também!)

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