Corinthians fecha primeiro semestre no vermelho, e dívida cresce; veja números
Clube enfrenta dificuldades financeiras e obtém resultado negativo de R$ 35,5 milhões na primeira metade de 2017. Expectativa da diretoria é de fechar mais um ano com déficit
Por Bruno Cassucci, São Paulo
Se dentro de campo as coisas andam tranquilas para o Corinthians, que é
líder do Brasileirão e não perde há quase cinco meses, na área
administrativa o clube não tem vida fácil. Enfrentando dificuldades
financeiras, o Timão teve resultado negativo no primeiro semestre de
2017 e viu sua dívida crescer.
O déficit até o fim de junho foi de R$ 35,5 milhões. Sem fazer grandes
vendas de jogadores, como aconteceu em 2016, o futebol corintiano ficou
no vermelho em R$ 17,8 milhões. Clube social, esportes amadores, juros
bancários e outras despesas completam o prejuízo.
Já a dívida do clube saltou de R$ 425 milhões para R$ 472 milhões. Este
montante não engloba os financiamentos da Arena Corinthians, que são
pagos por um fundo com as receitas de bilheteria e outros valores
arrecadados com o estádio.
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Roberto de Andrade, presidente do Corinthians, tem mandato até fevereiro de 2018 (Foto: Marcos Ribolli)
A diretoria alvinegra tem se esforçado para não atrasar salários, mas
tem tido problemas para pagar parceiros e outros clubes. Neste ano o
clube foi alvo de vários processos judiciais por conta de dívidas e viu
alguns calotes se tornarem públicos, como na compra de Kazim do Coritiba e na premiação do volante Gabriel.
O departamento financeiro do Timão renegociou dívidas recentemente e
fez ajustes, mas mesmo assim o Corinthians espera fechar o ano com
déficit. Isso se deve em boa parte à queda nas receitas, principalmente
de marketing. Com o fim do contrato com a Caixa, ex-patrocinadora
master, o clube deixou de ganhar R$ 30 milhões.
Confira abaixo alguns números do primeiro semestre de 2017 do Corinthians:
- Resultado do exercício: R$ 35,5 milhões negativo
- Dívida: R$ 472 milhões
- Receitas com direitos de transmissão: R$ 84,5 milhões
- Receitas de patrocínios/publicidade: R$ 25,4 milhões
- Despesas com o departamento de futebol: R$ 112,7 milhões
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