FESTIVAL
CELEBRA COZINHA
DE REFUGIADOS E
IMIGRANTES
Quem se interessa
por produção cinematográfica, gastronomia, sustentabilidade e cultura local já
sabe: setembro é tempo de SLOW FILME, o festival único em seu perfil no Brasil,
que tem a proposta de aliar a exibição de filmes inéditos (em grande parte exibidos
em festivais de prestígio como San Sebastián e Berlinale) à reflexão de temas
contemporâneos urgentes. Em 2017 não será diferente. De 14 a 17 de setembro de
2017, a produtora Objeto Sim realiza o 8º SLOW FILME – FESTIVAL INTERNACIONAL
DE CINEMA, ALIMENTAÇÃO E CULTURA LOCAL, no Cine Pireneus, em Pirenópolis/GO.
Serão quatro dias de exibição de filmes, palestras, oficinas e degustações com
especialistas, realizadores e chefs. Pela tela do festival vão passar títulos
que revelam como a intolerância separa e como a comida é capaz de unir os
povos. Curadoria do cineasta e crítico Sérgio Moriconi.
O 8º SLOW FILME –
FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA, ALIMENTAÇÃO E CULTURA LOCAL exibirá cerca de
20 filmes, entre longas, médias e curtas-metragens, de ficção, animação e
documentários. Em 2017, o festival vai se concentrar no tema das diásporas
contemporâneas. Desde o primeiro título a ser projetado – Walachai – até os episódios da série The Perennial Plates e o longa-metragem de produção espanhola The Turkish Way, o festival quer
reforçar a importância do respeito à diversidade, afirmar a relevância da
cultura para a formação da identidade dos povos, ressaltar o conhecimento como
ferramenta essencial para uma compreensão maior da complexidade do mundo.
SLOW FILME é uma
realização da Objeto Sim Projetos Culturais, produtora cultural sediada em
Brasília, com 17 anos de experiência na produção e assessoria de imprensa de
eventos culturais. O festival conta com apoio da Prefeitura e da Secretaria de
Cultura de Pirenópolis.
O FESTIVAL
Em 2017, SLOW FILME
quer apostar na informação, como motor para o reconhecimento, na educação como
fonte de mudança, na reverência ao conceito de identidade. Através da gastronomia,
os filmes reconstroem trajetórias de vida de indivíduos e de nações.
A opção por falar
de identidade está presente na produção brasileira Walachai, da diretora Rejane Zilles. O documentário registra a vida
de um povoado rural do sul do Brasil, onde os moradores se comunicam em dialeto
alemão, mas se identificam como brasileiros. Após a exibição, a diretora
conversará com a plateia. O público ainda será convidado a experimentar a
cerveja Santa Dica, fabricada artesanalmente na cidade de Pirenópolis.
A programação segue
com títulos como o argentino Tudo sobre o
assado, de Gastón Duprat e Mariano Cohn que, com ironia e longe do
politicamente correto, promove uma viagem à Argentina profunda para apresentar
o churrasco como comida que identifica o país, desde seus aspectos rituais e rurais
até o refinamento da cozinha contemporânea. Exibirá também a bem humorada
produção italiana Quando a Itália comia
em branco e preto e o inédito documentário francês A horta do meu avô.
A grade inclui
ainda o australiano Faça homus, não faça
a guerra, de Trevor Graham, que mostra como o amor a uma comida – o homus –
une povos que vivem em guerra constante no Oriente Médio. Após a exibição,
haverá uma conversa com Maria Conceição Oliveira, representante do projeto Comida de (I)migrante, de São Paulo, para
revelar o trabalho junto a populações de migrantes, imigrantes e refugiados. “Vou
falar da Diáspora nas panelas”, revela Maria Conceição, acrescentando “da
experiência de ouvir relatos de vida, guerra e renascimento de nossas
cozinheiras refugiadas e imigrantes, falar da aventura humana e suas
trajetórias, e da memória que atravessa continentes e se soma à nossa”.
O encontro depois
da sessão também terá uma degustação de homus especialmente preparado por Yasmin
e Ammar Abou Nabout, refugiados sírios que estão vivendo em Brasília e de petiscos
típicos da Costa do Marfim, produzidos durante oficina que a cozinheira
Fatoumata Aboua vai ministrar na UEG – Universidade Estadual de Goiás. Tanto o
casal Yasmin e Ammar quanto Fatou sobrevivem no País graças à culinária. Eles
também conversarão com a plateia, revelando um pouco de suas experiências.
De Trevor Graham, a
programação apresenta ainda Senhor
Maionese, sobre as façanhas de Georges Mora na Resistência Francesa ao
Nazismo, durante a Segunda Guerra Mundial, quando, com a ajuda do lendário
mímico Marcel Marceau, salvou milhares de vidas de judeus enchendo de
documentos secretos da Resistência baguetes com maionese garlicky, que os
guardas nazistas se recusavam a tocar.
O espanhol Sagardoa Bidegile – Histórias de Sidra, 2015,
apresenta o trabalho da diretora Bego Zubia Gallastegi sobre o costume
basco de, durante quatro meses por ano, consumir tortilha, bacalhau e queijo,
acompanhados da tradicional sidra, aos gritos de “txotx!’. Ao final da exibição, a plateia será
convidada a experimentar rótulos de sidra basca especialmente trazidas para o
evento. Ainda em parceria com a Embaixada da Espanha e Instituto Cervantes, Slow
Filme exibirá o bem humorado curta-metragem Dois tomates, dois destinos.
A programação reserva também filmes como Pelos Caminhos da Turquia/The
Turkish Way, do espanhol Luis Gonzalez, que, como num livro de viagem,
conta as experiências dos três irmãos Roca – do célebre restaurante El Celler
de Can Roca, considerado o melhor restaurante do mundo – em sua viagem pela
Turquia. O filme mostra o processo de aprendizagem sobre uma das cozinhas mais
desconhecidas, poderosas e antigas do mundo. Após a projeção do filme, serão
servidas iguarias turcas generosamente cedidas pela Embaixada da Turquia.
O festival também
dará continuidade à parceria com o projeto norte-americano O Prato Perene/The Perennial Plate, lançado no Brasil pelo SLOW
FILME, exibindo cinco episódios da série. O
Prato Perene é um projeto dedicado à alimentação socialmente responsável e
sustentável. O chef e ativista Daniel Klein e a cineasta Mirra Fine viajam pelo
mundo explorando maravilhas, complexidades e histórias humanas.
Dentre as
atividades paralelas ao cinema, o festival destaca o almoço especial que será preparado
pela cozinheira Fatou Aboua, da Costa do Marfim, no restaurante Montserrat, de
propriedade do chef Juan Pratginestós, em Pirenópolis, no domingo, 17 de
setembro.
O 8º SLOW FILME
está sendo realizado graças à parceria com sete embaixadas, que se dispuseram a
pagar custos com direitos de exibição e legendagem, assim como auxiliar na
promoção de degustações. Representações diplomáticas de Espanha, França,
Turquia, Argentina, Itália e Austrália, no Brasil, possibilitaram uma
programação de oferece filmes em sua maioria inéditos no País.
OFICINA - Como ação de democratização, SLOW FILME vai
reforçar sua parceria com a UEG – Universidade do Estado de Goiás, que tem
acolhido oficinas e programado idas dos alunos ao festival como parte do
conteúdo didático dos cursos de gastronomia. A Universidade vai acolher a oficina
“Comida de Imigrante e Refugiado”, a ser ministrada pelos cozinheiros Yasmin e Ammar
Abou Nabout, da Síria, e Fatou Aboua, da Costa do Marfim. Aberta a estudantes e
público em geral, a oficina vai ensinar receitas tradicionais dos dois países.
Os participantes irão preparar o tradicional homus, sob a coordenação de Ammar,
e bolinhos de fubá com iogurte natural, com orientação de Fatou. Os quitutes
serão depois servidos na degustação da noite, no Cine Pireneus.
EXPOSIÇÃO A CASA DO SER – O foyer do Cine
Pireneus apresentará uma seleção das fotografias da série A Casa do Ser, da fotógrafa Ana Póvoas. As imagens foram capturadas
durante sete anos, entre 2007 e 2014. A fotógrafa acompanhou a rotina de Dona
Nica, produtora de bananas moradora da comunidade rural de Furnas, no município
de Pirenópolis. O resultado são reflexos de um Brasil profundo, que permanece
invisível aos olhos da mídia. Ana Póvoas é fotógrafa graduada em Comunicação
Social e atua há mais de 20 anos na área de fotojornalismo, eventos
institucionais, fotografia social, still e trabalho autoral.
SLOW FILME acontece
anualmente, na cidade de Pirenópolis, situada a 110 km de Goiânia e a 140 km de Brasília. Polo
turístico dos mais visitados do estado de Goiás, a cidade é conhecida pela
natureza exuberante, pelas festas tradicionais populares e pela arquitetura
colonial. Mas também tem se destacado por uma gastronomia diferenciada. A UEG -
Universidade Estadual de Goiás percebeu a vocação da cidade e criou, ali, um
curso de Gastronomia. Pirenópolis ainda concentra um Convivium do movimento
Slow Food, que é como são chamados os núcleos de atuação do movimento em cada
região.
O 8º Slow Filme
conta ainda com o apoio das pousadas Tajupá, Divina Pousada, Templários,
Abacateiro e Arvoredo, da Forneria Pireneus, Woolog Agência de Viagens,
Cervejaria Santa Dica e Ateliê Filigrana.
CONVIDADOS
REJANE ZILLES – Cineasta, atriz e
produtora. É formada em Artes Cênicas pela Universidade Federal do
Rio de Janeiro/UNIRIO e atua em teatro, cinema e
televisão. Dirigiu e produziu o curta-metragem O Livro de
Walachai e estreou como diretora de longa-metragem no documentário WALACHAI.
Coordenou importantes projetos de exibição pelo país, foi curadora da Muestra
de Cine BrasilNoar –
em Barcelona e integrou a Comissão de Seleção de vários festivais de cinema no
Brasil. É diretora
e curadora do Festival MIMO de Cinema - que se realiza em Olinda, Paraty, Rio
de janeiro e em Amarante/Portugal. Assina a direção e produção do DVD Jards
Macalé Ao Vivo – lançado pela Som Livre.
É diretora do documentário SCHOLLES –
Sementes da Cor, que acaba de ser finalizado e inicia sua
carreira por festivais.
YASMIN E AMMAR NABOUT – Nascido na Síria,
onde era proprietário de uma loja de roupa na capital, Damasco, o casal veio
para o Brasil fugindo da guerra em seu país, refugiando-se em Brasília, com
seus três filhos. Há dois anos, Yasmin e Ammar abriram o restaurante Damascus
(413 sul), especializado em cozinha árabe, do qual tiram o sustento da família
e alimentam a esperança de dias melhores. O restaurante é conhecido por
delícias como falafel, esfirras e quibes. Yasmin e Ammar vão conversar com a
plateia do SLOW FILME, participar de oficina na UEG e oferecer degustação de
seu famoso homus.
FATOU ABOUA – Natural da Costa do Marfim, de uma
família de 10 filhos, desde que perdeu os pais na adolescência vem tendo na
comida uma fonte de renda – vendia doces e salgados no recreio da escola.
Quando seu país passou a viver uma guerra étnica muito violenta, na qual ela
perdeu vários parentes e amigos, mudou-se com o marido para o Brasil, buscando
segurança e uma vida melhor. Mais uma vez, a cozinha lhe oferece um novo meio
de sustento. Fatou conversará com a plateia do SLOW FILME, participará de oficina
na UEG e oferecerá para degustação seu famoso bolinho de fubá com iogurte
natural.
MARIA CONCEIÇÃO OLIVEIRA - Integrante do
Projeto Comida de (I)migrante, criado em São Paulo (sob idealização de membros
do Convívio Como Como do Slow Food
SP) e voltado para o reconhecimento e conexão da comida com cozinheiros(as) que
chegam à cidade vindos de todas as partes do mundo. Maria Conceição é bacharel
em Gastronomia, atua como cozinheira e pesquisadora da cozinha negra e afro-brasileira.
Ministra oficinas em quilombos como mediadora e busca recuperar receitas que
atuam na reafirmação da memória de seus antepassados, recuperação da autoestima
e fortalecimento do protagonismo às diásporas negras na cozinha.
PROGRAMAÇÃO
QUINTA, 14 DE SETEMBRO
Abertura
oficial
19h – Walachai (85min)
Sessão seguida de
conversa com a diretora Rejane Zilles. Após a exibição, brinde com a cerveja
Santa Dica, produzida artesanalmente em Pirenópolis.
SEXTA, 15 DE SETEMBRO
15h30 – Dois tomates e dois destinos (10min) + A horta do meu avô (76min)
17h – Tudo
sobre o assado
(90min)
19h – Faça homus, não
faça guerra
(77min)
Sessão seguida de
conversa com Maria Conceição Oliveira (representante do projeto Comida de (I)migrante, de São Paulo) e
com os cozinheiros Fatou Aboua (Costa do Marfim) e Yasmin e Ammar Nabout
(Síria).
Degustação de homus
e bolinhos de fubá com iogurte natural, feitos especialmente durante oficina
ministrada por Fatou e o casal Nabout, na UEG.
SÁBADO, 16 DE SETEMBRO
14h45 – Vovó com recheio (10min) + Quando
a Itália comia em branco e preto (20min)
15h15 – Senhor
Maionese (95min)
17h30 – Sagardoa Bidegile –
Histórias de Sidra
(65min)
Sessão
seguida de degustação de sidras bascas
19h – Pelos Caminhos da
Turquia (120min)
Sessão seguida de
degustação de quitutes turcos, gentilmente cedidos pela Embaixada da Turquia.
DOMINGO, 17 DE SETEMBRO
15h – Em
busca de sentido – O filme (87min)
17h – Café
um dedo de prosa (72min)
18h30 – O
Prato Perene/The Perennial Plate – exibição dos curtas Uma história de massa, Faces da Turquia, Os fornos de Cappoquin,
Santuário animal e Pequeno Rabanete (40min)
SINOPSES
A HORTA DO MEU AVÔ (LE POTAGER DE MON GRAND-PÈRE), França, 2016,
76min
Direção: Martin
Esposito
O próprio diretor,
Martin, vai à casa de seu avô, Vincent Esposito, de 85 anos, para recarregar as
energias, ajudar e compartilhar momentos preciosos da vida. O avô lhe transmite
seus conhecimentos, um pouco de suas raízes e os segredos de sua horta,
cultivada de forma apaixonada por sua esposa, desaparecida. Integrante da
geração fast food, Martin vai se
conscientizar do valor desse patrimônio valioso. Um hino de amor à vida e à
natureza.
CAFÉ, UM DEDO DE PROSA, Brasil, 2017,
72min
Direção: Mauricio
Squarisi
Elenco: Vera Holtz
e Wandi Doratiotto
Animação que parte
do encontro de um casal de amigos numa cafeteria. Apaixonados pela bebida, eles
começam um papo descontraído sobre a história do café. Acompanhando a conversa,
o espectador vai descobrindo curiosidades sobre a bebida, sua importância
histórica, influência na economia e na cultura brasileiras. O filme resgata
questões como a escravidão, a imigração, a Semana de Arte Moderna, de forma
bem-humorada. Baseado no livro ‘A História do Café’, de Ana Luiza Martins.
DOIS TOMATES E DOIS DESTINOS (DOS TOMATES Y DOS
DESTINOS),
Espanha, 2012, 9min
Uma produção da VSF
– Veterinários sin Fronteras
Ideia original de
Aníbal Gómez
Com Joaquín Reyes e
Carlos Areces
Dois tomates, o
transgênico K-44 e o orgânico Maurício se conheceram através de um chat da
internet e marcam encontro em um bar. A princípio, K-44 parece mais atraente,
mas Maurício tem uma coisa que deixará K-44 louco. No entanto, Maurício sabe
muito bem o que quer e o que não quer.
EM BUSCA DE SENTIDO – O FILME (EN QUÊTE DE SENS) – França, 2014
Direção: Marc de La
Ménardière e Nathanael Coste
“Em Busca de
Sentido“ conta a história de Marc e Nathanaël, dois amigos de infância que
fazem uma viagem para questionar-se sobre o mundo. Equipados com nada mais a
não ser uma câmara pequenina e um microfone, eles tentam revelar as causas da atual
crise no mundo e descobrir um caminho para gerar mudança encontrando filósofos,
professores, militantes ecologistas e guardiões de culturas antigas. Uma busca
que transmite confiança na nossa habilidade de gerar mudança no
mundo começando por nós próprios.
FAÇA HOMUS, NÃO FAÇA GUERRA (MAKE HUMMUS NOT WAR), Austrália, 2012,
77min
Direção: Trevor
Graham
Pode o amor pelo homus
ser a receita para a paz no Oriente Médio? A partir desse questionamento, o
diretor Trevor Graham (ele mesmo um apaixonado pelo homus) parte numa jornada
por países que, apesar de viverem em guerra uns contra os outros, têm em comum
a paixão pelo alimento preparado com grão-de-bico. O diretor passeia por bares
e cozinhas de Beirute, Tel Aviv, Jerusalém e Nova York, encontrando colonos,
ativistas políticos, fazendeiros, cozinheiros e sheiks para quem o amor pelo homus
beira a obsessão. De forma bem-humorada, Trevor Graham apresenta a guerra sob
uma perspectiva curiosa: quem detém a herança da receita original do homus?
VOVÓ COM RECHEIO (MY
STUFFED GRANNY), França, 2014, 10min
Direção: Effie
Pappa
Vencedor de melhor
animação nos festivais de Edimburgo, Hampton, Montreal e Tóquio. Filme que
retrata a esperança durante a crise sociopolítica e econômica na Grécia.
Baseada num história da escritora Nina Kouletaki, apresenta a menina Sophia,
que experimenta a crise sob a sua perspectiva inocente, oferecendo uma visão
satírica das coisas. Uma alegoria à nova geração grega, que apesar dos
infortúnios, precisa ser criativa para reinventar o país e construir o futuro.
SENHOR MAIONESE (MONSIEUR MAYONNAISE), Austrália, 2016,
95min
Direção: Trevor
Graham
Uma aventura épica
estrelada por artistas, heróis, nazistas, quadrinhos etc. Inspirado na história
de família do realizador Philippe Mora, autor de mais de 40 filmes. Sua mãe,
Mirka, era artista visual nascida na França de origem judia, seu pai, Georges,
era judeu alemão, membro da Resistência Francesa. Junto com o mímico Marcel
Marceau, os dois enfrentaram o III Reich, usando um recurso bastante criativo:
eles passavam papéis da resistência e passaportes dentro de baguetes cheias de
maionese garlic. Com suas luvas brancas, os soldados alemães se negavam a abrir
o pão. Assim, salvaram a vida de milhares de judeus.
QUANDO A ITÁLIA COMIA EM BRANCO E PRETO (QUANDO
L’ITALIA MANGIAVA IN BIANCO E NERO), Itália, 2015, 20min
Direção: Andrea
Gropplero di Troppenburg
Uma viagem
documental e divertida sobre as receitas tradicionais e regionais da cozinha
italiana, através de imagens em branco e preto, recuperada do Archivio
Cinetografico do Instituto Luce Cinecittá. Um delicioso percurso por alimentos,
cozinhas, depoimentos e casos divertidos de personalidade da indústria do
entretenimento e da cultura.
SAGARDOA BIDEGILE – HISTÓRIAS DE SIDRA, Espanha, 2015,
65min
Direção: Bego Zubia
Gallastegi
Durante quatro
meses por ano, as sidrerias bascas atraem milhares de frequentadores, locais e
visitantes, que esperam cumprir a tradição: degustar um menu à base de
tortilha, bacalhau, chuleta e queijo e beber sidra ao grito de “txotx!”. A
diretora promove uma incursão às sidrerias neste período de maior atividade,
para apresentar os processos, clássicos e modernos, do consumo da bebida. Mas
longe de se limitar à mera observação e descrição, o filme empreende uma viagem
que explora como a gastronomia pode exceder o campo da alimentar e passar a se
relacionar intrinsicamente com o povo, moldando até mesmo sua própria
identidade.
TUDO SOBRE O ASSADO (TODO SOBRE EL ASADO), Argentina, 2016,
90min
Direção: Gastón
Duprat e Mariano Cohn
Filme dos mesmos
diretores de O cidadão ilustre
(premiado recentemente no Prêmio Platino como melhor filme, melhor ator e
melhor roteiro), o filme não se coloca nem como ficção nem como documentário.
Uma viagem à Argentina profunda, para recolher os mitos e rituais, antigos e
contemporâneos, que cercam a preparação e degustação do assado. Longe do
politicamente correto e com muita ironia, os dois voltam a câmera para encarar
a comida argentina por excelência.
PELOS CAMINHOS DA TURQUIA (THE TURKISH WAY), Espanha, 2016, 120min
Direção: Luis
González
Um exuberante
documentário que acompanha a viagem dos irmãos Roca - Joan, Josep e Jordi,
proprietários do El Celler de Can Roca, da Catalunha, considerado o Melhor
Restaurante do mundo - numa turnê de cinco semanas pela Turquia. Com o objetivo
de honrar as influências que compõem a culinária turca e revigorar o próprio
cardápio de Can Roca, os três irmãos buscam novas ideias em lugares tão
diversos como as ruas e os mercados de Istambul e os vinhedos da Capadócia,
engajados e aprendendo abertamente com Sommeliers, chefs e agricultores que
dirigem uma das culturas gastronômicas mais tradicionais e em constante
evolução do mundo. Das influências árabe, asiática e europeia ao emocionante
desenvolvimento recente da nova cozinha da Anatólia, os irmãos abraçam uma
antiga nação em constante revolução alimentar. Sua incansável criatividade, por
sua vez, faz do próprio Can Roca não apenas um dos melhores restaurantes do
mundo, mas um restaurante verdadeiramente mundial.
WALACHAI, Brasil, 2013, 84min
Direção: Rejane
Zilles
Walachai em alemão
antigo significa lugar longínquo, perdido no tempo. Os habitantes deste
povoado rural no Sul do Brasil comunicam-se em dialeto alemão, mas nada
sabem de sua Alemanha de origem. São todos brasileiros e se identificam como
tal. O documentário revela a vida e a gente deste lugar. Rejane Zilles
nasceu e viveu sua primeira infância em Walachai e como a maioria das crianças
do lugar aprendeu a falar português apenas aos sete anos de idade, na escola.
Hoje mora no Rio de Janeiro, mas ainda fala o dialeto local e mantém laços
familiares na comunidade.
O PRATO PERENE/THE PERENNIAL PLATE
UMA HISTÓRIA DE MASSA (A PASTA STORY), 2013
A Itália é
conhecida por suas massas, mas, apesar do seu rico patrimônio, a maior parte da
farinha do país é homogênea e branqueada. Felizmente, nas colinas da Toscana, Franco
Pedrini e seus filhos produzem grãos de origem antiga, através da agricultura
biodinâmica para criar uma massa que é deliciosa e nutrida.
FACES DA TURQUIA (FACES OF TURKEY), 2013
Um passeio por regiões e contato com alguns
dos produtores de alimentos que compõem esse maravilhoso país.
OS
FORNOS DE CAPPOQUIN (THE OVENS OF CAPPOQUIN), 2017
Esta é história de
uma pequena empresa em uma pequena cidade na Irlanda. É também um conto visto
em todo o mundo: a luta para sobreviver e manter qualidade e integridade neste
planeta em mudança. Nesse caso, por sua longevidade, compromisso com a tradição
e amor ao bom pão, Barron's Bakery é um farol de inspiração em uma pequena rua
lateral na vila de Cappoquin, County Waterford.
SANTUÁRIO ANIMAL (ANIMAL SANCTUARY), 2012
Um episódio sobre
NÃO comer carne. Em várias "fazendas" nos Estados Unidos, algumas
pessoas estão criando verdadeiros santuários para que os animais vivam suas
vidas sem medo de serem comidos. Na Star Gazing Farm, em Maryland, está um
exemplo brilhante.
PEQUENO RABANETE (LITTLE RADISH), 2012
Em visita à
Geórgia, nos Estados Unidos, a equipe chega a um jardim escolar, onde assistem
a uma aula sobre rabanetes com Ashley Rouse, da Georgia Organics. Um vídeo
curto, mas doce.
ATIVIDADES PARALELAS
OFICINA “COMIDA DE IMIGRANTE E REFUGIADO”
A ser realizada na
UEG – Universidade Estadual de Goiás, será ministrada pelos cozinheiros Ammar
Abou Nabout, da Síria, e Fatou Aboua, da Costa do Marfim. Será aberta tanto a
estudantes do curso de gastronomia da UEG quanto para o público em geral. Os
participantes irão aprender receitas tradicionais dos dois países e preparar o
tradicional homus, sob a coordenação de Ammar, e almôndega de peixe com
orientação de Fatou.
Data: 15 de setembro
Local: cozinha do Curso de Gastronomia da UEG
Horário: 10h00
Inscrições (gratuitas): slowfilmefestival@gmail.com
Número limitado de
participantes
VISITA À CERVEJARIA SANTA DICA
Funcionando desde
2016, na charmosa rua Aurora (nº 31), uma das mais belas de Pirenópolis, produz
a cerveja artesanal Santa Dica. O processo é comandado pelos mestres
cervejeiros Roberto Drehmer e Ernesto Matias e produz 4.500 litros por mês de
cerveja que não passa pelo processo de pasteurização.
Os visitantes
poderão conhecer e degustar os três rótulos diferentes produzidos pela
Cervejaria:
. Hibisco – de cevada
e trigo, tem espuma cremosa, intensa, firme, com suave amargor e aroma de
cravo, banana e hibisco. Tem coloração rosada e naturalmente turva por não ser
filtrada;
. Kölsch – de
coloração amarelo-ouro, com espuma densa e firme e aroma frutado sutil;
. IPA – de puro
malte do estilo American Pale Ale, com coloração castanho escuro e alto teor de
amargor; espuma firme e caramelizada.
Data:
16 de setembro de 2017
Local:
Cervejaria Santa Dica (Rua Aurora, nº 31)
Horário: 10h30
e 11h30
Preço visita + degustação:
R$ 15,00
Inscrições: slowfilmefestival@gmail.com
Número limitado de 20
participantes
ALMOÇO NO RESTAURANTE MONTSERRAT
Especialmente
preparado para o SLOW FILME, pela cozinheira Fatou Aboua, da Costa do Marfim,
será realizado em parceria com o Restaurante Montserrat, do chef Juan
Pratginestós. O cardápio inclui de entrada o tradicional aloco, um peixe
grelhado marinado em limão, cúrcuma e gengibre, com banana da terra; como prato
principal, Yassa de frango caipira marinado em mostarda, limão, pimentas e
pimentão acompanhado de cuscuz; e, de sobremesa, manga com papaia, rum e
gengibre.
Data: 17 de
setembro
Horário: a partir
das 12h45
Preço por pessoa: R$
120,00 (inclui água, refrigerante e suco)
Reservas através do
e-mail slowfilmefestival@gmail.com
SUGESTÕES DE PASSEIOS
PASSEIO À FAZENDA BABILÔNIA
Construída por
escravos em fins do século XVIII, foi preservada e tombada como Patrimônio
Nacional pelo IPHAN. Antes de receber o nome de Babilônia, o local era
conhecido como Engenho São Joaquim e apontado como um dos maiores engenhos de
açúcar de finais do século XVIII, contando com 200 escravos. A estrutura da
fazenda, com capela, varandas, salas e quartos foi mantida e os visitantes participam
de uma visita guiada em que um pouco dessa história é contada.
O local oferece uma
refeição composta de 40 itens, feitos com ingredientes produzidos na própria
fazenda, resgatando receitas do Goiás antigo, como bolo assado na folha de
bananeira, bolo de fubá de arroz, Mané Pelado etc. Inclui ainda sucos de
frutas, caldos de cana, café e leite.
Valor: R$ 78,00
Informações: (62) 9 9294.1805 e (62) 9 9291.1511
Para visitas em grupo (com agência Woolog): R$ 150,00 (por
pessoa) – inclui transporte, ingresso, guia e café colonial
Inscrições: paulo.aquino@woolog.com.br
Mais informações: (62) 3331.1691 – (62) 9 9150.2688
Número limitado de 6
participantes
PASSEIO AO SANTUÁRIO VAGAFOGO
O Santuário de Vida
Selvagem Vagafogo é uma reserva particular de patrimônio natural criada em
1990, para promover a educação ambiental, o ecoturismo e a produção sustentável
de alimentos. Tem um trilha de 1.500 metros que revela árvores centenárias da
mata ciliar do Rio Vagafogo, onde se pode mergulhar e saborear as águas
límpidas de uma pequena cachoeira.
O Brunch oferecido
ao final do passeio é uma experiência gastronômica com 45 itens, produzidos na
própria fazenda, a partir de frutos do cerrado e produtos locais. São geleias,
chutneys, pães diversos, frutas frescas, desidratadas e cristalizadas, salada
de fruta, granola, mel, coalhada, chanclish e muito mais.
Valor brunch + trilha: R$ 68,00
Informações: (62) 3335.8515 e (62) 9 9222.5471
Para visitas em grupo (com agência Woolog): R$ 110,00 (por
pessoa) – inclui transporte, ingresso, guia e café colonial
Inscrições: paulo.aquino@woolog.com.br
Mais informações: (62) 3331.1691 – (62) 9 9150.2688
Número limitado de
6 participantes
SERVIÇO
SLOW FILME
Local: Cine Pireneus – Rua Direita,
Pirenópolis, Goiás
Data: 14 a 17 de setembro de 2017
ENTRADA FRANCA
______________________________ ______________________________ ____
OBJETO SIM PROJETOS CULTURAIS LTDA
SESPS 705/905
– Bloco C – nº 25 – Ed. Montblanc – sala 208
Tels: (61)
3443.8891 e (61) 3242.9805
Gioconda
Caputo (61. 98142.0112) e Carmem Moretzsohn (61.98142.0111)
Nenhum comentário:
Postar um comentário