Em Davos, May revela visão do Reino Unido pós-Brexit
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Theresa May: "Nossa decisão de deixar a UE não foi
uma rejeição a nossos amigos na Europa, com os quais temos interesses e
valores comuns e tanto mais" (Reuters)
Davos- A primeira-ministra britânica, Theresa May, revelou sua visão para o Reino Unidos após o Brexit,
nesta quinta-feira, descrevendo o futuro papel britânico como defensor
do livre mercado e da globalização, em um discurso que teve como
intenção aliviar preocupações entre a elite empresarial global.
Em sua primeira aparição no Fórum Econômico Mundial em Davos, onde a
elite corporativa mundial se reúne em janeiro nos Alpes suíços, May
repetiu que o Reino Unido se tornará mais global após votar para deixar a
União Europeia.
Apenas dois dias depois de ter alertado a UE de que acordo nenhum era
melhor do que um acordo ruim, a premiê buscou remendar os laços com o
bloco e demonstrou à sua audiência, um misto de líderes empresariais e
políticos, as vantagens de investimento no Reino Unido.
“Eu quero explicar como… o Reino Unido – um país que tem
frequentemente estado na linha de frente de mudanças econômicas e
sociais – vai assumir um novo papel de liderança como o defensor mais
forte e ferrenho dos negócios, do mercado livre e do livre comércio em
qualquer lugar do mundo”, disse ela à sala lotada.
“Nossa decisão de deixar a UE não foi uma rejeição a nossos amigos na
Europa, com os quais temos interesses e valores comuns e tanto mais.
Não foi uma tentativa de se tornar mais distante deles, ou de cessar a
cooperação que tem ajudado a manter nosso continente seguro e forte.”
May disse que haveria períodos de incerteza após o Reino Unido
acionar o Artigo 50 do Tratado de Lisboa da União Europeia, para começar
parte das negociações mais complicadas do país desde a Segunda Guerra
Mundial, mas também falou de sua confiança no futuro.
Foi um tom mais conciliador do que o adotado em seu discurso na
terça-feira, quando ela alertou que o Reino Unido poderia mudar seu
modelo econômico se tivesse acesso restrito ao mercado comum europeu,
ecoando comentários de seu ministro das Finanças de que o governo pode
cortar impostos para manter a competitividade.
Fonte: Reuters
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