quinta-feira, 16 de junho de 2016

COPA AMÉRICA

Copa América alcança mata-mata com melhor média de público das últimas 4

Presença de Messi e principalmente México ajuda a inflar números para casa de 41 mil por jogo nos EUA. E com ingressos três vezes mais caros que no Chile em 2015



Não chega a ser um sucesso absoluto como a NFL, a consolidada liga de futebol americano, ou a Copa do Mundo de 1994, uma grande novidade que mexeu com a curiosidade de todos os Estados Unidos. Ainda é cedo para dizer que a Copa América Centenário inspirou qualquer mudança significativa no comportamento do torcedor, mas os números apontam que, entre latinos e americanos, o interesse pelo soccer é grande o suficiente para ter a melhor média de público das últimas quatro edições.

Tem agora, ao fim da fase de grupos – o mata-mata começa nesta quinta-feira, com Estados Unidos x Equador, às 22h30 (de Brasília), em Seattle –, com 41.032, e seguramente terá ao término do torneio, no próximo dia 26, já que a procura pelos jogos decisivos será ainda maior. A casa de 1 milhão deve ser alcançada, inclusive, na casa do Seahawks e Sounders, abrindo as quartas de final (988.723 é a soma de todos os públicos até aqui). 
Argentina Bolívia Seattle média de público Copa América (Foto: Getty Images)Estádio em Seattle recebeu grande mais de 45 mil pessoas para ver Lionel Messi em ação (Foto: Getty Images)


Os registros mais confiáveis só apontam as médias até a Copa América de 2007, na Venezuela, então líder no quesito, com 40.393. Logo atrás vem a competição de 2011, organizada na Argentina, com 33.947. Chile-2015 levou apenas 25.227 torcedores por partida. O Mundial de 1994, por exemplo, teve 68.991 de média e um total de 3,58 milhões de espectadores, algo muito próximo da média da temporada regular da NFL na última temporada (68.216).
 
As médias nos principais torneios:

Copa do Mundo 1994 – 68.991
NFL 2015 – 68.216
Copa América Centenário* - 41.032
Copa América 2007 – 40.393
MLB 2015 – 30.477
Copa América 2011 – 33.947
Copa América 2015 – 25.227
MLS 2015 – 21.546

*Em andamento
- Não é uma Copa do Mundo, então não estamos esperando jogos esgotados sempre. Nossa projeção base antes do torneio era de 30 mil por jogo – disse Sunil Gulati, presidente da Federação Americana de Futebol (U.S. Soccer).

Há alguns fatores que contam a favor desta edição: a grandeza dos estádios é o primeiro deles. Oito são originais de clubes da NFL e ajudaram a permitir oito jogos com mais de 50 mil presentes. O menor de todos os dez, em Orlando, tem capacidade para 60.067 pessoas. O maior, Rose Bowl, pode receber mais de 83 mil pessoas, como aconteceu na vitória do México sobre a Jamaica (83.263). Este número já não poderá ser superado, pois o palco da final de 1994 se despediu do torneio – e o maior estádio restante não tem capacidade tão grande quanto.

Em segundo, os atrativos. Do trio MSN do Barcelona, Neymar não veio - pelo menos não para vestir o uniforme da seleção brasileira -, Suárez deu um “bolo” – lesionou-se ainda na Espanha e não saiu do banco -, mas Messi levou milhares aos estádios em Santa Clara, Chicago e Seattle. O argentino também teve problemas físicos, sequer entrou contra o Chile, mas retribuiu o carinho das arquibancadas com um hat-trick em 30 minutos sobre o Panamá e um pequeno show à parte em um tempo contra a Bolívia.
Chicharito México x Jamaica (Foto: Reuters)Assim é fácil... Mais de 32 milhões de mexicanos moram nos Estados Unidos (Foto: Reuters)


Além deles, a simples presença do México foi capaz de cuidar do resto. Os três jogos da seleção de Juan Carlos Osorio registraram média de 70.235 torcedores. Não é de se espantar, já que, em 2012, o censo americano apontava quase 32 milhões de mexicanos vivendo nos Estados Unidos. É tão comum ouvir espanhol quanto o inglês nas cidades principalmente no Oeste durante esta Copa América.
Os cinco maiores públicos:

México x Jamaica – 83.263
Argentina x Chile – 69.541
EUA x Colômbia – 67.439
México x Venezuela – 67.319
México x Uruguai – 60.125
- Promovemos a aproximação das Américas através do nosso esporte centenário e abrimos espaço para que dezenas de milhares de cidadãos do sul que fizeram dos Estados Unidos sua nova casa possam acompanhar suas seleções, gozar de sua tradição e compartilhar o futebol com seus filhos – afirmou Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol. Recentemente, ele confirmou que o Brasil sediará a edição de 2019 da Copa América.

Os números se destacam ainda mais quando analisamos os preços dos ingressos. O mais barato custa US$ 50 (R$ 173), enquanto no Chile a mesma categoria era equivalente a US$ 18 (R$ 62) – quase três vezes mais. Entre os mais caros, US$ 1.500 (R$ 5.200) para a final em Nova Jersey e US$ 120 (R$ 415) para a decisão no Estádio Nacional em 2015. Some a isso o valor do estacionamento, da comida e cerveja no estádio, da lembrança na loja de produtos oficiais e chegue ao denominador comum: a média de público na Copa América Centenário é até animadora.
Rose Bowl México Jamaica média de público Copa América (Foto: Getty Images)Anoitecer no Rose Bowl, em Pasadena, para México x Jamaica: o maior público desta Copa América (Foto: Getty Images)

Fonte: GE 

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