Copa América alcança mata-mata com melhor média de público das últimas 4
Presença de Messi e principalmente México ajuda a inflar números para casa de 41 mil por jogo nos EUA. E com ingressos três vezes mais caros que no Chile em 2015
Não chega a ser um sucesso absoluto como a NFL, a consolidada liga de futebol americano, ou a Copa do Mundo de 1994, uma grande novidade que mexeu com a curiosidade de todos os Estados Unidos. Ainda é cedo para dizer que a Copa América Centenário inspirou qualquer mudança significativa no comportamento do torcedor, mas os números apontam que, entre latinos e americanos, o interesse pelo soccer é grande o suficiente para ter a melhor média de público das últimas quatro edições.
Tem agora, ao fim da fase de grupos – o mata-mata começa nesta quinta-feira, com Estados Unidos x Equador, às 22h30 (de Brasília), em Seattle –, com 41.032, e seguramente terá ao término do torneio, no próximo dia 26, já que a procura pelos jogos decisivos será ainda maior. A casa de 1 milhão deve ser alcançada, inclusive, na casa do Seahawks e Sounders, abrindo as quartas de final (988.723 é a soma de todos os públicos até aqui).
Tem agora, ao fim da fase de grupos – o mata-mata começa nesta quinta-feira, com Estados Unidos x Equador, às 22h30 (de Brasília), em Seattle –, com 41.032, e seguramente terá ao término do torneio, no próximo dia 26, já que a procura pelos jogos decisivos será ainda maior. A casa de 1 milhão deve ser alcançada, inclusive, na casa do Seahawks e Sounders, abrindo as quartas de final (988.723 é a soma de todos os públicos até aqui).
Os registros mais confiáveis só apontam as médias até a Copa América de 2007, na Venezuela, então líder no quesito, com 40.393. Logo atrás vem a competição de 2011, organizada na Argentina, com 33.947. Chile-2015 levou apenas 25.227 torcedores por partida. O Mundial de 1994, por exemplo, teve 68.991 de média e um total de 3,58 milhões de espectadores, algo muito próximo da média da temporada regular da NFL na última temporada (68.216).
- Não é uma Copa do Mundo, então não estamos esperando jogos esgotados sempre. Nossa projeção base antes do torneio era de 30 mil por jogo – disse Sunil Gulati, presidente da Federação Americana de Futebol (U.S. Soccer).
Há alguns fatores que contam a favor desta edição: a grandeza dos estádios é o primeiro deles. Oito são originais de clubes da NFL e ajudaram a permitir oito jogos com mais de 50 mil presentes. O menor de todos os dez, em Orlando, tem capacidade para 60.067 pessoas. O maior, Rose Bowl, pode receber mais de 83 mil pessoas, como aconteceu na vitória do México sobre a Jamaica (83.263). Este número já não poderá ser superado, pois o palco da final de 1994 se despediu do torneio – e o maior estádio restante não tem capacidade tão grande quanto.
Em segundo, os atrativos. Do trio MSN do Barcelona, Neymar não veio - pelo menos não para vestir o uniforme da seleção brasileira -, Suárez deu um “bolo” – lesionou-se ainda na Espanha e não saiu do banco -, mas Messi levou milhares aos estádios em Santa Clara, Chicago e Seattle. O argentino também teve problemas físicos, sequer entrou contra o Chile, mas retribuiu o carinho das arquibancadas com um hat-trick em 30 minutos sobre o Panamá e um pequeno show à parte em um tempo contra a Bolívia.
Há alguns fatores que contam a favor desta edição: a grandeza dos estádios é o primeiro deles. Oito são originais de clubes da NFL e ajudaram a permitir oito jogos com mais de 50 mil presentes. O menor de todos os dez, em Orlando, tem capacidade para 60.067 pessoas. O maior, Rose Bowl, pode receber mais de 83 mil pessoas, como aconteceu na vitória do México sobre a Jamaica (83.263). Este número já não poderá ser superado, pois o palco da final de 1994 se despediu do torneio – e o maior estádio restante não tem capacidade tão grande quanto.
Em segundo, os atrativos. Do trio MSN do Barcelona, Neymar não veio - pelo menos não para vestir o uniforme da seleção brasileira -, Suárez deu um “bolo” – lesionou-se ainda na Espanha e não saiu do banco -, mas Messi levou milhares aos estádios em Santa Clara, Chicago e Seattle. O argentino também teve problemas físicos, sequer entrou contra o Chile, mas retribuiu o carinho das arquibancadas com um hat-trick em 30 minutos sobre o Panamá e um pequeno show à parte em um tempo contra a Bolívia.
Além deles, a simples presença do México foi capaz de cuidar do resto. Os três jogos da seleção de Juan Carlos Osorio registraram média de 70.235 torcedores. Não é de se espantar, já que, em 2012, o censo americano apontava quase 32 milhões de mexicanos vivendo nos Estados Unidos. É tão comum ouvir espanhol quanto o inglês nas cidades principalmente no Oeste durante esta Copa América.
- Promovemos a aproximação das Américas através do nosso esporte centenário e abrimos espaço para que dezenas de milhares de cidadãos do sul que fizeram dos Estados Unidos sua nova casa possam acompanhar suas seleções, gozar de sua tradição e compartilhar o futebol com seus filhos – afirmou Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol. Recentemente, ele confirmou que o Brasil sediará a edição de 2019 da Copa América.
Os números se destacam ainda mais quando analisamos os preços dos ingressos. O mais barato custa US$ 50 (R$ 173), enquanto no Chile a mesma categoria era equivalente a US$ 18 (R$ 62) – quase três vezes mais. Entre os mais caros, US$ 1.500 (R$ 5.200) para a final em Nova Jersey e US$ 120 (R$ 415) para a decisão no Estádio Nacional em 2015. Some a isso o valor do estacionamento, da comida e cerveja no estádio, da lembrança na loja de produtos oficiais e chegue ao denominador comum: a média de público na Copa América Centenário é até animadora.
Os números se destacam ainda mais quando analisamos os preços dos ingressos. O mais barato custa US$ 50 (R$ 173), enquanto no Chile a mesma categoria era equivalente a US$ 18 (R$ 62) – quase três vezes mais. Entre os mais caros, US$ 1.500 (R$ 5.200) para a final em Nova Jersey e US$ 120 (R$ 415) para a decisão no Estádio Nacional em 2015. Some a isso o valor do estacionamento, da comida e cerveja no estádio, da lembrança na loja de produtos oficiais e chegue ao denominador comum: a média de público na Copa América Centenário é até animadora.
Fonte: GE
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