sexta-feira, 7 de março de 2014

Indian Wells rouba fama de Miami

A fama de 5. Grand Slam do ano pode estar mudando de endereço. Deixa Key Biscayne, na Flórida, cruza os Estados Unidos e desembarca em Palm Springs, na Califórnia, mais precisamente no Indian Wells Tennis Garden.
O atual perfil do torneio nasceu de um sonho empreendedor de Charlie Pasarell. Nascido em Porto Rico, o ex-tenista foi um dos grandes incentivadores para a construção do atual complexo. Trabalhou com dedicação para erguer um gigante complexo de tênis, no que chegou a ser chamado – assim como Cincinnati – in the middle of nowhere. – ou seja, no meio do nada. Na época contou com apoio de muitos jogadores. Lembro bem da força que a americana Lindsay Davenport deu para a realização do projeto. Hoje, o Indian Wells Tennis Garden conta também com uma nova quadra 1, além do estádio, dizem que linda, com capacidade para oito mil pessoas. E olha que a Olimpíada não será lá.
Atualmente, Pasarell não é mais o diretor do torneio, cargo que deixou em 2012. Mas o evento ganha apoio de muitos jogadores. Vários deles se derretem em elogios à estrutura, ao tratamento, às condições.
O local chegou a ser conhecido como paraíso dos aposentados. Está repleto de condomínios, rodeados por belos campos de golfe. Alguns lugares revelam todo o estilo exuberante dos americanos. O lounge do Hyatt Hotel, por exemplo, é uma espécie de lago, em que se chega a recepção em gôndolas, iguais as de Veneza. A boite do hotel é agitada. Assim como são os vários restaurantes japoneses da região. Palm Springs, porém, não fica assim tão perto de Los Angeles. Mas no caminho tem outlet premium para quem gosta de compras. No outro sentido, não muito distante, está Las Vegas.
É crescente o número de brasileiros em Indian Wells. Sei de uma mineirada boa que está por lá. E, certamente, eles estarão agitando as arquibancadas nos jogos de Marcelo Melo e Bruno Soares.
Diante deste cenário, Miami promete reagir. Nunca é demais lembrar que ano passado Key Biscayne não contou com Rafael Nadal e Roger Federer. Na Flórida os planos, já em execução, são de grandes melhorias. Nada contra Miami, mas Indian Wells está cada ano melhor.
Na Califórnia, pelas notícias que venho recebendo, a batata do alemão Boris Becker está assando. Afinal, por que tanta ênfase a informação de que Marian Vajda está de volta ao ‘corner’ de Novak Djokovic? O acordo já previa que Becker não estaria em todas as competições, com calendário amplamente divulgado. A pressão é grande e começa com um tom geral de felicidade de gente ligada ao sérvio.
Fonte: Tenis Brasil 

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