China registra pela primeira vez mais de 300 multimilionários, diz revista
Pequim, 11 set (EFE).- O número de multimilionários chineses - possuidores de uma fortuna de pelo menos 2 bilhões de iuanes (ao redor de US$ 326 milhões) - ultrapassou os 300 pela primeira vez na segunda economia mundial, segundo a lista publicada nesta quarta-feira pela revista 'Hurun'.
A lista anual da revista chinesa, equivalente à revista 'Forbes', publica que existem 315 'megamilionários' no país asiático, 64 a mais do que em 2012.
O magnata imobiliário Wang Jianlin, fundador do Grupo Wanda, ficou com o primeiro posto de homem mais rico do gigante asiático com uma fortuna avaliada em 135 bilhões de iunes (US$ 22 bilhões), de uma lista inicial de mil pessoas.
Wang, de 59 anos, desbancou Zong Qinghou, presidente do grupo Wahaha, companhia líder em vendas de bebidas e cuja fortuna diminuiu 44% neste ano.
O líder do Grupo Wanda, que recentemente adquiriu uma rede de cinemas AMC nos EUA e uma empresa de fabricação de iates de luxo britânica, também foi nomeado o homem mais rico pela revista Forbes no início desta semana.
O negócio imobiliário foi a fonte primordial das maiores fortunas do país, segundo 'Hurun', embora Lei Jun, do fabricante de telefonia Xiaomi, tenha protagonizado a ascensão mais meteórica, ao chegar ao posto número 7 com um patrimônio de US$ 2,6 bilhões.
O 'mínimo' para entrar na categoria de 'megamilionário' da lista da revista é, além disso, três vezes superior à quantidade estipulada na edição de 2008.
A idade média destes multimilionários é 52 anos, com uma fortuna média de 6,4 bilhões de iuanes (ao redor de US$ 1 bilhão), 18,5% a mais do que em 2012.
Mas a lista não costuma estar isenta de escândalos.
Três dos 10 mais ricos do ano passado de Chengdu, a capital de Sichuan (centro-oeste), se encontram atualmente detidos por acusações de corrupção após uma operação policial na província.
Além disso, Xu Ming, que chegou aos postos mais altos do ranking em passadas ocasiões, foi um testemunha chave do julgamento há algumas semanas contra o ex-líder Bo Xilai, que supostamente recebia subornos do magnata.
A inclusão na lista 'Hurun' é considerada por alguns como um 'presente envenenado', já que os estratosféricos números revelados às vezes despertam a suspeita do Governo e dão pé para investigações para averiguar a origem dos lucros, nem sempre lícitos. EFE
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