sexta-feira, 19 de março de 2021

Pacheco descreve Major Olimpio como 'homem de posições firmes'

 


Da Redação | 18/03/2021, 21h50

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, falou na noite desta quinta-feira (18) que a Casa vive uma "tristeza profunda" pela perda do senador Major Olimpio (PSL-SP), que morreu em decorrência da covid-19. Pacheco descreveu o colega como "um homem de posições firmes".

— Em nome do Senado e do Congresso Nacional, gostaria de prestar os meus sentimentos à família, aos amigos e ao povo do estado de São Paulo. Um homem de posições firmes, defensor de suas ideias de maneira muito combativa. Viemos juntos para o Senado, tínhamos uma convivência muito amistosa. É um dia muito triste da vida nacional — disse o presidente, lembrando que ele e Major Olimpio foram colegas na Câmara dos Deputados entre 2015 e 2018.

Para Pacheco, a perda do terceiro senador para a covid-19 desde outubro reforça o compromisso do Senado na "luta constante" contra a pandemia.

— Tantos brasileiros igualmente choram a perda de entes queridos.

Emendas

O presidente do Senado também comentou uma reportagem veiculada nesta quinta, após o anúncio da morte de Major Olimpio, segundo a qual emendas a um projeto de lei teriam sido apresentadas irregularmente em nome do senador. Trata-se do PL 4.199/2020, que incentiva a navegação de cabotagem. O sistema registra sete emendas de autoria de Major Olimpio com a data de quarta-feira (17), quando o senador estava na UTI.

Em nota, Pacheco disse que vai apurar o caso. Leia a íntegra:

Primeiro, vou conhecer as circunstâncias exatas do fato. Se eu identificar indício de irregularidade, encaminharei às instâncias competentes do Senado para apuração formal.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Senador Major Olimpio morre vítima da covid-19

 


Da Redação | 18/03/2021, 16h48

Morreu nesta quinta-feira (18) o senador Major Olímpio (PSL-SP). O senador, de 58 anos, informou no dia 2 de março ter sido diagnosticado com covid-19 e estava desde o dia 5 na UTI do Hospital São Camilo, em São Paulo. Nos últimos meses, o senador fez várias declarações a favor da vacinação como única forma de acabar com a doença. Major Olímpio deixa esposa e filhos.

A notícia da morte do senador foi divulgada pela assessoria por meio do Twitter: “Com muita dor no coração, comunicamos a morte cerebral do grande pai, irmão e amigo, Senador Major Olimpio. Por lei a família terá que aguardar 12 horas para confirmação do óbito e está verificando quais órgãos serão doados. Obrigado por tudo que fez por nós, pelo nosso Brasil”, diz o post.

Natural de Presidente Venceslau (SP), Sérgio Olímpio Gomes foi eleito senador em 2018. A principal pauta ao longo de seus mandatos foi a segurança pública. O senador era a favor de penas mais duras para criminosos e da ampliação do acesso a armas para os cidadãos.

Candidato à Presidência do Senado no início de 2021, ele defendeu a criação da Comissão de Segurança Pública, antes de abrir mão da candidatura em favor da senadora Simone Tebet (MDB-MS). A criação da comissão (PRS 39/2017) foi aprovada no dia 10 de março, sem o voto do senador, que já estava hospitalizado.

Seu último pronunciamento foi feito no dia 3 de março. Já do leito do hospital, ele defendeu os direitos dos servidores públicos, durante a sessão que discutia a PEC Emergencial (PEC 186/2019). Com a respiração ofegante, o senador, líder do PSL, se manifestou contra os dispositivos relacionados ao congelamento de salários dos servidores.

Carreira

Nascido em 1962, ele ingressou na Academia de Polícia Militar do Barro Branco em 1978 e exerceu suas funções na Polícia Militar de São Paulo até 2007, quando iniciou o primeiro mandato como deputado estadual. Reeleito, ocupou uma vaga na Assembleia de São Paulo até 2015, quando tomou posse como deputado federal. Nas eleições de 2018 foi eleito senador, cargo no qual tomou posse em 2019.

Além de policial e político, Major Olímpio era bacharel em ciências jurídicas e sociais, jornalista, professor de educação física, técnico em defesa pessoal e instrutor de tiro. Também foi autor de livros como Reaja! Prepare-se para o Confronto – Técnica Israelense de Combate, de 1997, e Insegurança Pública e Privada, lançado em 2002.

Covid-19

No dia 2 de março, o senador informou pelas redes sociais ter sido diagnosticado com covid-19, mas afirmou que, apesar do resultado do exame, estava bem, com sintomas leves e em isolamento domiciliar. Ele disse que continuaria trabalhando remotamente. No dia seguinte, anunciou que havia sido internado, mas demonstrou fé na recuperação. Ele também prestou solidariedade aos brasileiros pelo momento difícil.

No dia 5 de março, a assessoria do senador informou que ele havia transferido para a UTI, em razão da gravidade do quadro de infecção. Uma semana depois, no dia 12, a família informou, pelas redes sociais, que o quadro seguia estável, mas requeria cuidados. Desde o dia 15, o boletim diário publicado na conta do senador informava que ele permanecia na UTI, mas estável.  A notícia da morte do senador veio às 16h15 desta quinta-feira.

Vacinação

Em seus últimos dias antes do diagnóstico e da internação, Major Olímpio fez várias declarações em que defendeu a vacinação como única solução para que o Brasil vença a batalha contra o coronavírus. Ele também se manifestou a favor da instalação de uma CPI para apurar a atuação do governo federal no combate à pandemia.

Major Olimpio foi o terceiro senador a morrer vítima da doença. Antes dele, morreram os senadores José Maranhão, em fevereiro, e Arolde de Oliveira, em outubro. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Bope chega aos 50 anos como ‘Tropa de Elite’ em missões de alto risco

 


Batalhão de “caveiras”, mencionado em ficção de cinema, é a realidade de homens e mulheres que estão 24h prontos para enfrentar crises e manter a paz

Bope é a última resposta da PM do DF para restabelecer a ordem pública | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

“São profissionais com muita qualidade técnica, empenhados em garantir a segurança da população em operações do mais alto risco”Anderson Torres, secretário de Segurança Pública

Tropa de elite da Polícia Militar do Distrito Federal, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) comemora neste mês de março o seu 50º aniversário. São cinco décadas de missões de alto risco e gerenciamento de crises. Fundado em março de 1971, pelo decreto do então governador do DF, Hélio Prates, o Bope é a última resposta da PM para restabelecer a ordem pública e a paz social. Operações antibombas, resgate de reféns, combate ao terrorismo e narcotráfico, intervenções de alto risco e segurança de grandes eventos estão entre algumas de suas atribuições.

É um seleto batalhão de caveiras, símbolo que despertou ainda mais o imaginário popular após o filme brasileiro Tropa de Elite (2007), do cineasta Fernando Meirelles. Uma alusão ao trabalho dos policiais do Rio de Janeiro no combate ao crime organizado, com uma realidade diária vivenciada em Brasília por uma seleção de profissionais com referência de atuação reconhecida nacionalmente.

“É uma grande felicidade completar tantos anos fazendo um trabalho de excelência, o que nos colocou como uma das unidades mais respeitadas do país”Coronel Wesley Santos, comandante do Bope

Para seus integrantes, a data é gratificante, especialmente, por conta de especialização e status alcançados. “É uma grande felicidade completar tantos anos fazendo um trabalho de excelência, o que nos colocou como uma das unidades mais respeitadas do país”, destaca o comandante do Bope/DF, coronel Wesley Santos. “Aqui ministramos aulas para policiais de outras corporações e temos muitos agentes com cursos de especialização em países da Europa, por exemplo”, complementa.

O Bope do DF lida cotidianamente com situações sensíveis com a presença de reféns, tentativas de suicídio e enfrentamento a bandidos fortemente armados. E, em meio a tantos desafios, a tropa de elite da vida real se divide atualmente em três grupos de policiais: os de intervenções especiais (popularmente chamados de caveiras), os negociadores e os explosivistas (especialistas em bomba).

Coronel Wesley Santos, comandante do Bope: trabalho de excelência, com aulas para outras corporações e cursos na Europa | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

A carga horária é extensa. Vinte quatro horas por dia, todos os dias de semana, estão prontos para chamado de emergência. No mês de janeiro, foram contabilizadas 24 operações especiais. Segundo o secretário de Segurança Pública, Anderson Torres, a tropa é uma peça-chave no enfrentamento da criminalidade no Distrito Federal.

“São profissionais com muita qualidade técnica, empenhados em garantir a segurança da população em operações do mais alto risco. E que vem se modernizando para oferecer um dos melhores serviços em segurança pública da capital”, destaca Torres.

Os integrantes do batalhão — entre eles, mulheres — passam por treinamentos diários em sua sede no Setor Policial Sul, na capital federal. E fazem intercâmbios com unidades de elite do Brasil e de outros países. No seleto grupo, estão também os atiradores de precisão, os chamados snipers.

Veterano com orgulho

Sargento Edson Bezerra,  30 anos no Bope: “Os meninos falam que sou um legado do Batalhão”| Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

No quartel do Bope, muitas histórias são relembradas. Referência para os mais novos, o sargento Edson Bezerra, 52 anos, tem 30 deles vividos dentro da força de operações especiais. No currículo, dentre tantos episódios, sublinha a atuação em cinco rebeliões no presídio da Papuda.

“O Bope transcende as nossas famílias. Minha vida por completo gira em torno disso aqui. Os meninos falam que sou um legado do Batalhão”, conta Edson. “E tenho a satisfação de dizer que a nossa presença, em situações de crise, traz confiança e tranquilidade para outros policiais”, orgulha-se.

Porém chegou a hora de parar. No segundo semestre deste ano, o sargento vai usufruir o direito à aposentadoria e encerrar seu dia a dia na elite da tropa. Ele conta que “vem se preparando psicologicamente” para esse dia. “Nunca trabalhei em outro lugar, senão aqui. Já vivi inúmeras situações de tensão e risco. Mas nasci para isso e vou sentir muita falta”, prevê o servidor público, com a certeza do dever cumprido.


AGÊNCIA BRASÍLIA

“Mãos Dadas” pela melhoria das cidades e de jovens reeducandos

 


Projeto de ressocialização de detentos ganha apoio simpatia da população e ajuda governo a prestar serviços importantes nas 33 regiões administrativas

Projeto Mãos Dadas permite a ressocialização de jovens que cumprem pena em regime semiaberto | Foto Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

O conceito é simples, mas eficiente e universal. Ou seja, um ajudando o outro. Daí o símbolo do projeto Mãos Dadas, da Secretaria de Administração Penitenciária (Seape), duas mãos se apertando, selando um pacto de colaboração mútua. O objetivo da ação é contribuir com a ressocialização de jovens reeducandos que cumprem pena no Centro de Progressão Penitenciária (CPP).

Ao todo, 70 internos participam do projeto ajudando na manutenção das cidades com serviços essenciais como a limpeza e desentupimento de bocas de lobo e galerias, especialmente antes das chuvas. Só podem participar presos do regime semiaberto.

“Existe um benefício mútuo. A administração utiliza da mão de obra desses cidadãos que hoje pagam suas dívidas com a sociedade e o governo lhe proporciona sua ressocialização”Luiz Eduardo Pessoa, administrador do Cruzeiro

Ao participar do projeto Mãos Dadas, o voluntário que se encaixar nos requisitos, diminui um dia de pena a cada três de trabalho. A ação já passou por cidades como Candangolândia, Lago Norte e Ceilândia. Na semana passada, parte dos serviços se concentraram na Quadra 6 do Cruzeiro. A iniciativa é elogiada pelas administrações regionais e a pela comunidade, bastante atenta às melhorias vindas dessa colaboração.

Benefício mútuo

“Existe um benefício mútuo. A administração utiliza da mão de obra desses cidadãos que hoje pagam suas dívidas com a sociedade, e o governo proporciona sua ressocialização”, observa o administrador do Cruzeiro, Luiz Eduardo Pessoa. “Daí a importância de ter um sistema desse, muito bem pensado pelo governador Ibaneis Rocha”, elogia.

Eles são muito caprichosos, fazem o trabalho bem feito e rápido, num instante está tudo limpo, acho excelente essa parceria”,Julieta Ribeiro, 60 anos, moradora do Cruzeiro

Atenta aos movimentos dos internos que passaram pela sua quadra no ano passado, a dona de casa, Julieta Ribeiro, 60 anos, elogia a ação. “Eles são muito caprichosos, fazem o trabalho bem feito e rápido, num instante está tudo limpo, acho excelente essa parceria”, destaca. “Maravilhoso essa ideia de torná-los úteis à sociedade e o trabalho os ajudam físico e mentalmente, muito melhor do que ficar trancafiado”, diz.

Vinte detentos trabalham para contribuir com a limpeza das áreas públicas | Foto Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

As demandas chegam à Secretaria de Administração Penitenciária via Sistema Eletrônico de Informações (SEI). Na maioria das vezes são motivadas por solicitações da comunidade por melhorias na cidade via ouvidoria, um dos principais canais de diálogo da sociedade com o governo.

O passo seguinte é fazer análise dos pedidos e distribuir as equipes. “Sempre via ouvidoria”, reforça o administrador do Cruzeiro, Luiz Pessoa. “Essa é a primeira ação nossa com o pessoal do Mãos Dadas, é um reforço e tanto, é uma parceria muito salutar que temos interesse de continuar, ainda mais nessa época de chuva”, reforça o Diretor de Obras da administração do Cruzeiro, Bruno Tiveron.

Variedade de serviços

Os principais trabalhos feitos pelos internos no projeto Mãos Dadas, além da limpeza das praças e ruas, desentupimento de bocas de lobo e galerias, são calçamento e ajustes dos meios-fios. Ao longo de todo o mês de janeiro deste ano, por exemplo, cerca de 40 homens em regime semiaberto estiveram em Ceilândia e no Lago Norte fazendo limpezas de bocas de lobos, ruas e praças. “Muito importante a presença desses reeducandos na cidade, já vieram pela segunda vez este ano e fazem um trabalho de limpeza que deixa tudo limpo muito limpo e e mais seguro”, endossa o administrador de Ceilândia, Marcelo Piauí.

 AGÊNCIA BRASÍLIA

quinta-feira, 18 de março de 2021

Diarista está nas profissões com mais vagas nesta sexta (18)

 


Não há exigências de escolaridade e experiência. Há 70 oportunidades com salários de R$ 1,12 mil e uma, para serviços gerais, com R$ 1,6 mil.

Agência do trabalhador na Estrutural | Foto: Lucio Bernardo Jr/Agência Brasília

O mercado de trabalho oferece nesta sexta-feira (19) um total de 334 vagas em 37 profissões. Entre as que têm mais vagas, na lista das agências do trabalhador do Distrito Federal, o empregado doméstico diarista conta com 70 oportunidades. Os contratados receberão, mensalmente, R$ 1.120, mais benefícios. Qualquer pessoa poderá concorrer, já que os contratantes não fazem exigência de escolaridade nem experiência. Há também uma oportunidade para empregado doméstico de serviços gerais, com salário de R$ 1,6 mil.

Outra profissão que também está com grande número de vagas é a de montador de linha de transmissão e rede de distribuição. São 75 oportunidades para quem em nível médio de escolaridade e experiência na área. O salário oferecido é de R$ 2 mil, mais benefícios.

28Total de vagas para técnico de enfermagem

Quem tem experiência como auxiliar operacional de logística poderá se candidatar  50 oportunidades, com salário de R$ 1,3 mil, mais benefícios.

Outra profissão que está na lista das mais ofertadas é de técnico de enfermagem. São 28 postos de trabalho, com remunerações de R$ 1,5 mil e R$ 1.246.

Mensageiro externo e office-boys

Já pensou em trabalhar como mensageiro externo? O profissional é responsável, entre outras coisas, por protocolar e transportar documentos e objetos, transmitir mensagens orais e escritas e auxiliar a secretaria. O cargo aparece pela primeira vez, neste ano, na tabela de vagas da Secretaria do Trabalho. O contratado receberá, mensalmente, R$ 1,1 mil, mais benefícios.

Com atribuições semelhantes, office-boys também estão sendo contratados. São duas vagas para quem tem ensino médio e experiência. A remuneração é a mesma: R$ 1,1 mil, mais benefícios.

O maior salário é oferecido para supervisor de operação elétrica, com 15 oportunidades abertas para quem tem experiência e nível médio de escolaridade

Maior salário e MEIs

O maior salário é oferecido para supervisor de operação elétrica, com 15 oportunidades abertas para quem tem experiência e nível médio de escolaridade. Em seguida, uma vaga para gerente de produção e operações agropecuárias paga R$ 3,25 mil, mais benefícios.

As agências também estão abrindo a possibilidade de intermediar contratos de prestação de serviços entre empresas e microemprendedores individuais (MEIS) em duas profissões: maquiador e cabeleireiro. São cinco oportunidades para esta sexta-feira.

Atendimento presencial e remoto

Para se candidatar a qualquer uma das vagas, o trabalhador e também o MEI devem ir a uma das 15 agências do trabalhador em funcionamento no DF, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Elas seguem funcionando normalmente durante o período de medidas restritivas.

No entanto, a Secretaria de Trabalho orienta quanto ao uso do serviço remoto para todos os cidadãos e, em especial às pessoas do grupo de risco, não havendo a necessidade de um atendimento presencial. As vagas de emprego poderão ser acessadas pelo aplicativo do Sine Fácil.

A Secretaria do Trabalho também disponibiliza o número de telefone para atendimento em caso de dúvidas referentes a qualquer um dos serviços prestados pela pasta, responsável pelas agências do trabalhador: (61) 99209- 1135

Empreendedores que desejam buscar profissionais também podem utilizar os serviços das agências do trabalhador. Além do cadastro de vagas, é possível usar os espaços físicos para seleção dos candidatos encaminhados. Para isso, basta acessar o site da Secretaria do Trabalho e preencher o formulário na aba empregador.

Mais 15,7 mil pessoas foram vacinadas nesta quinta-feira (18)

 


Vacinação contempla quem tem a partir de 72 anos; chegada de 59,8 mil doses ampliou grupo prioritário e 188.171 cidadãos já tomaram a primeira dose

No estacionamento do Parque da Cidade, a servidora federal aposentada Maria de Fátima, de 72 anos, recebeu a primeira dose do imunizante | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF
“Chegou a minha vez. Estou muito feliz. Peço às pessoas que tenham respeito e fiquem em casa. Eu estava muito ansiosa, na expectativa da chegada da vacina e, graças a Deus, hoje eu estou sendo vacinada”Maria de Fátima, 72 anos, servidora federal aposentada

O Distrito Federal já está vacinando quem tem 72 anos ou mais. A vacinação para essas pessoas está disponível em 47 pontos de vacinação, sendo 14 por drive-thru. Somente nesta quinta-feira (18), 15.727 pessoas receberam a primeira dose do imunizante e 826 receberam a segunda dose.

Ao todo, 188.171 já foram vacinadas com a primeira dose e 68.043 com a segunda. A ampliação do grupo prioritário foi possível com a chegada de 59,8 mil doses da vacinas CoronaVac.

No estacionamento do Parque da Cidade, a servidora federal aposentada Maria de Fátima, de 72 anos, recebeu a primeira dose do imunizante. Após uma longa espera, dona maria se diz feliz e com esperança. “Chegou a minha vez. Estou muito feliz. Peço às pessoas que tenham respeito e fiquem em casa. Eu estava muito ansiosa, na expectativa da chegada da vacina e, graças a Deus, hoje eu estou sendo vacinada”, afirma.

Já o ex-militar Jorge da Silva, também de 72 anos, procurou a UBS 2 da Asa Norte para receber a vacina. “Estava bastante ansioso e, mais ansioso do que eu, estavam as minhas filhas, para terem certeza que eu vou ficar durante muito tempo aqui. Estou bastante aliviado e espero que a minha companheira, que tem 70 anos, em breve consiga tomar a vacina”, afirma Jorge.

“Foi só a primeira dose, tem que aguardar a segunda dose e continuar tomando cuidado. Eu sempre uso máscara e não saio por aí sem necessidade. Continuem se cuidando que o dia da vacina vai chegar. Espero que chegue o mais rápido o possível para todos”João Luiz, 72 anos, eletricista aposentado

Não é mais necessário realizar agendamento para ser vacinado. Os pontos de vacinação estão recebendo a população por livre demanda entre 8h e 17h, nas salas de vacina e das 9h às 17h nos drive-thrus. A vacinação também ocorrerá aos sábados e domingos, em três pontos de vacinação por drive-thru, no Parque da Cidade, no estacionamento 13, Shopping Iguatemi e Faculdade Unieuro, em Águas Claras. Nos finais de semana, os pontos abrem às 9h e fecham às 15h.

João Luiz, eletricista aposentado de 72 anos, se descreveu ansioso e emocionado antes de receber a primeira dose do imunizante. Apesar da euforia, João está ciente de que a imunização ainda não está completa. “Foi só a primeira dose, tem que aguardar a segunda dose e continuar tomando cuidado. Eu sempre uso máscara e não saio por aí sem necessidade. Continuem se cuidando que o dia da vacina vai chegar. Espero que chegue o mais rápido o possível para todos”.

Jorge da Silva: “Estou bastante aliviado e espero que a minha companheira, que tem 70 anos, em breve consiga tomar a vacina” | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

Imunizantes

A vacina CoronaVac é produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. A imunização contra a Covid-19 exige a aplicação de duas doses, com intervalo entre 14 e 28 dias entre uma aplicação e outra. Do total de doses recebidas, 50% são reservadas para segunda dose e cerca de 5% são reservadas tecnicamente para repor eventuais perdas.

O DF já recebeu 354.360 doses de vacinas contra a Covid-19, sendo 287.360 da CoronaVac e 67 mil da vacina Covishield. A primeira é produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. A segunda é desenvolvida pela universidade inglesa de Oxford, com a farmacêutica sueco-britânica AstraZeneca. Cerca de 5% do total de doses recebidas são reservadas tecnicamente para repor eventuais perdas.

*Com informações da Secretaria de Saúde