'Governo de Macri está no caminho certo', diz Kerry na Argentina
Secretário de Estado dos EUA se reuniu com chanceler e com o presidente.
Ele levou documentos da inteligência americana sobre ditadura argentina.
O secretário de Estado americano, John Kerry, faz nesta quinta-feira (4) uma visita de 24 horas à Argentina, com o objetivo de levar o diálogo entre Washington e Buenos Aires ao mais "alto nível", após anos de embates diplomáticos. O secretário levou à Argentina documentos da inteligência norte-americana sobre a ditadura no país latino (de 1976 a 1983) para entregá-los ao presidente Mauricio Macri, como havia prometido Obama.
Kerry visita Buenos Aires quatro meses após a viagem à Argentina do presidente Barack Obama e de sua família. Naquela ocasião, Obama e o presidente argentino demonstraram sintonia mútua.
"O governo de Macri está no caminho certo", disse Kerry nesta quinta-feira, em um discurso para 200 empresários da Câmara de Comércio dos Estados Unidos na Argentina (Amcham) em um hotel de Buenos Aires.
"Venho com o mesmo otimismo de Obama e estamos muito entusiasmados com as possibilidades da Argentina", enfatizou Kerry.
Mais tarde, Kerry foi recebido pela chanceler argentina, Susana Malcorra, e depois pelo presidente Macri "para discutir assuntos de cooperação regionais e globais", indicou o Departamento de Estado através de um comunicado.
"A Argentina é país extraordinário com enormes recursos, com as reformas em andamento, as previsões econômicas mudaram, haverá mais investimentos, haverá maior crescimento", disse Kerry em coletiva de imprensa com a chanceler argentina.
Kerry garantiu que a cooperação entre ambos os países "se intensificará nos próximos meses". "Macri tomou decisões importantes e corajosas. Os Estados Unidos apoiam firmemente os esforços da Argentina para aumentar sua participação na economia mundial", afirmou.
Antes de partir para o Brasil na sexta-feira, para assistir à abertura dos Jogos Olímpicos, Kerry prevê ajustar acordos pela luta contra o terrorismo e o narcotráfico com a chanceler Malcorra, segundo disseram fontes diplomáticas em Buenos Aires à agência France Presse.
Documentos da ditadura
Durante coletiva de imprensa com Malcorra, Kerry afirmou que entregaria a Macri a primeira série de documentos secretos da inteligência norte-americana sobre a ditadura militar na Argentina (1976-1983), sem dar detalhes sobre o conteúdo dos documentos. A entrega havia sido prometida por Obama durante sua visita oficial em março.
"Em resposta à solicitação do presidente Macri e de grupos de direitos humanos, o presidente Obama prometeu compartilhar documentos dos Estados Unidos e de forças de ordem e de agências de inteligência", afirmou Kerry aos jornalistas.
Fim da dívida com fundos dos EUA
Sete meses depois de ter assumido a Presidência, Macri pôs fim - com um pagamento milionário - o longo conflito pela dívida com os fundos especulativos dos Estados Unidos.
Do protecionismo à indústria nacional e subsídios sociais do projeto peronista de centro-esquerda dos Kirchner, a Argentina deu uma guinada ao livre mercado.
"Para nós, essa viagem é sinal de confiança na mudança que propusemos no governo em relação à administração anterior e à boa vontade para trabalhar conjuntamente em diversos assuntos", disse à AFP uma fonte da chancelaria argentina.
"Washington tenta correr para concretizar acordos comerciais, de temas energéticos, mudanças climáticas e segurança, "aproveitando os últimos meses da administração do presidente Obama", disse à AFP Harold Trinkunas, diretor da Iniciativa para América Latina do Brookings Institute.
Uma preocupação do governo americano é que, em caso de vitória do candidato republicano Donald Trump nas eleições de novembro, se percam "todos os avanços" na promoção do livre comércio, opinou o analista.
"Os Estados Unidos gostariam de avançar em tudo", apontou Trinkunas. Mas considerados os laços com uma região sempre desconfiada de Washington e de seus vínculos com a Europa e a China, "é a Argentina que tem que pensar até que ponto e quanto quer avançar no mesmo ritmo", disse.
Preocupação com a Venezuela
Kerry afirmou ainda nesta quinta-feira que os Estados Unidos defendem o estabelecimento de um diálogo produtivo na Venezuela que contribua para a superação da crise política no país.
"Estamos muito preocupados com a Venezuela, pelo pouco desejo de estabelecer um diálogo robusto e produtivo e ouvir o pedido de seu povo. Pedimos que não atrasem o processo revocatório", disse Kerry.
"Queremos um diálogo, falamos muito tempo com Malcorra sobre esse assunto, queremos melhorar a situação. Os dois países estão comprometidos em facilitar a restauração da democracia e dos direitos da população", garantiu o secretário de Estado.
O secretário de Estado americano, John Kerry, faz nesta quinta-feira (4) uma visita de 24 horas à Argentina, com o objetivo de levar o diálogo entre Washington e Buenos Aires ao mais "alto nível", após anos de embates diplomáticos. O secretário levou à Argentina documentos da inteligência norte-americana sobre a ditadura no país latino (de 1976 a 1983) para entregá-los ao presidente Mauricio Macri, como havia prometido Obama.
Kerry visita Buenos Aires quatro meses após a viagem à Argentina do presidente Barack Obama e de sua família. Naquela ocasião, Obama e o presidente argentino demonstraram sintonia mútua.
"O governo de Macri está no caminho certo", disse Kerry nesta quinta-feira, em um discurso para 200 empresários da Câmara de Comércio dos Estados Unidos na Argentina (Amcham) em um hotel de Buenos Aires.
"Venho com o mesmo otimismo de Obama e estamos muito entusiasmados com as possibilidades da Argentina", enfatizou Kerry.
Mais tarde, Kerry foi recebido pela chanceler argentina, Susana Malcorra, e depois pelo presidente Macri "para discutir assuntos de cooperação regionais e globais", indicou o Departamento de Estado através de um comunicado.
"A Argentina é país extraordinário com enormes recursos, com as reformas em andamento, as previsões econômicas mudaram, haverá mais investimentos, haverá maior crescimento", disse Kerry em coletiva de imprensa com a chanceler argentina.
Kerry garantiu que a cooperação entre ambos os países "se intensificará nos próximos meses". "Macri tomou decisões importantes e corajosas. Os Estados Unidos apoiam firmemente os esforços da Argentina para aumentar sua participação na economia mundial", afirmou.
Antes de partir para o Brasil na sexta-feira, para assistir à abertura dos Jogos Olímpicos, Kerry prevê ajustar acordos pela luta contra o terrorismo e o narcotráfico com a chanceler Malcorra, segundo disseram fontes diplomáticas em Buenos Aires à agência France Presse.
Documentos da ditadura
Durante coletiva de imprensa com Malcorra, Kerry afirmou que entregaria a Macri a primeira série de documentos secretos da inteligência norte-americana sobre a ditadura militar na Argentina (1976-1983), sem dar detalhes sobre o conteúdo dos documentos. A entrega havia sido prometida por Obama durante sua visita oficial em março.
"Em resposta à solicitação do presidente Macri e de grupos de direitos humanos, o presidente Obama prometeu compartilhar documentos dos Estados Unidos e de forças de ordem e de agências de inteligência", afirmou Kerry aos jornalistas.
Documentos da ditadura
Durante coletiva de imprensa com Malcorra, Kerry afirmou que entregaria a Macri a primeira série de documentos secretos da inteligência norte-americana sobre a ditadura militar na Argentina (1976-1983), sem dar detalhes sobre o conteúdo dos documentos. A entrega havia sido prometida por Obama durante sua visita oficial em março.
"Em resposta à solicitação do presidente Macri e de grupos de direitos humanos, o presidente Obama prometeu compartilhar documentos dos Estados Unidos e de forças de ordem e de agências de inteligência", afirmou Kerry aos jornalistas.
Fim da dívida com fundos dos EUA
Sete meses depois de ter assumido a Presidência, Macri pôs fim - com um pagamento milionário - o longo conflito pela dívida com os fundos especulativos dos Estados Unidos.
Sete meses depois de ter assumido a Presidência, Macri pôs fim - com um pagamento milionário - o longo conflito pela dívida com os fundos especulativos dos Estados Unidos.
Do protecionismo à indústria nacional e subsídios sociais do projeto peronista de centro-esquerda dos Kirchner, a Argentina deu uma guinada ao livre mercado.
"Para nós, essa viagem é sinal de confiança na mudança que propusemos no governo em relação à administração anterior e à boa vontade para trabalhar conjuntamente em diversos assuntos", disse à AFP uma fonte da chancelaria argentina.
"Washington tenta correr para concretizar acordos comerciais, de temas energéticos, mudanças climáticas e segurança, "aproveitando os últimos meses da administração do presidente Obama", disse à AFP Harold Trinkunas, diretor da Iniciativa para América Latina do Brookings Institute.
Uma preocupação do governo americano é que, em caso de vitória do candidato republicano Donald Trump nas eleições de novembro, se percam "todos os avanços" na promoção do livre comércio, opinou o analista.
"Os Estados Unidos gostariam de avançar em tudo", apontou Trinkunas. Mas considerados os laços com uma região sempre desconfiada de Washington e de seus vínculos com a Europa e a China, "é a Argentina que tem que pensar até que ponto e quanto quer avançar no mesmo ritmo", disse.
Preocupação com a Venezuela
Kerry afirmou ainda nesta quinta-feira que os Estados Unidos defendem o estabelecimento de um diálogo produtivo na Venezuela que contribua para a superação da crise política no país.
Kerry afirmou ainda nesta quinta-feira que os Estados Unidos defendem o estabelecimento de um diálogo produtivo na Venezuela que contribua para a superação da crise política no país.
"Estamos muito preocupados com a Venezuela, pelo pouco desejo de estabelecer um diálogo robusto e produtivo e ouvir o pedido de seu povo. Pedimos que não atrasem o processo revocatório", disse Kerry.
"Queremos um diálogo, falamos muito tempo com Malcorra sobre esse assunto, queremos melhorar a situação. Os dois países estão comprometidos em facilitar a restauração da democracia e dos direitos da população", garantiu o secretário de Estado.