quinta-feira, 4 de agosto de 2016

RIO 2016

Hollande visita Parque Olímpico e diz confiar na segurança: "Indispensável"

No Rio para abertura da Olimpíada, presidente da França conhece Estádio Aquático e afirma: "Precisamos de todo o nível de segurança e sei que o Brasil está sendo capaz"




No Brasil para a abertura da Rio 2016, o presidente da França, François Hollande, fez uma visita ao Parque Olímpico da Barra da Tijuca na manhã desta quinta, acompanhado do presidente do Comitê Organizador e do Comitê Olímpico do Brasil, Carlos Arthur Nuzman. A delegação francesa é um dos principais focos de atenção da segurança dos Jogos por conta da série de ataques terroristas que ocorreram recentemente no país.
François Hollande e Carlos Arthur Nuzman visitaram o Estádio Aquático  (Foto: GloboEsporte.com)François Hollande e Carlos Arthur Nuzman durante visita ao Estádio Aquático Olímpico (Foto: GloboEsporte.com)
A segurança é uma condição indispensável. Sabemos que os terroristas podem atacar, atacar tudo. Por isso, precisamos de todo o nível de segurança e sei que o Brasil está sendo capaz disso, com uma grande vigilância. É uma exigência necessária"
François Hollande, 
presidente da França
- A segurança é uma condição indispensável. Sabemos que os terroristas podem atacar, atacar tudo. Por isso, precisamos de todo o nível de segurança e sei que o Brasil está sendo capaz disso, com uma grande vigilância. É uma exigência necessária. Quero saudar os Jogos do Rio, porque acredito que serão bem-sucedidos. É a primeira vez que a América Latina acolhe os Jogos Olímpicos. Isso é muito importante porque o Movimento Olímpico é uma ação mundial. Acredito que o Rio estará à altura, será um grande evento - afirmou Hollande.
O presidente da França fez uma rápida passagem pelo Estádio Aquático Olímpico, onde serão disputadas as provas da natação e a fase final do polo aquático. No local, encontrou com alguns atletas da equipe francesa, incluindo o atual campeão olímpico dos 50m livre, Florent Manaudou, e desejou boa sorte na competição. Hollande ainda aproveitou para encorpar a campanha de Paris para sede dos Jogos de 2024.
François Hollande cumprimenta Florent Manaudou e outros nadadores da equipe francesa (Foto: GloboEsporte.com)François Hollande cumprimenta Florent Manaudou e outros nadadores da equipe francesa (Foto: GloboEsporte.com)
- Encantado. É uma bela experiência para o que vem a seguir, uma vez que Paris é candidata e nós queremos fazer o melhor para preparar nosso dossiê. Paris é uma cidade que está sem os Jogos Olímpicos há muito tempo - disse o presidente. 
Carlos Arthur Nuzman afirmou que a presença de Hollande no Parque Olímpico foi uma importante demonstração de confiança na realização dos Jogos. O presidente do Rio 2016 ainda minimizou as críticas feitas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) na quarta-feira.
- Todos os Jogos na história têm, nos dias que antecedem, questões que têm que ser ajustadas. Aqui também, nós ajustamos muitas e outras também serão. Mas o que eu senti de ontem foi um tratamento de compreensão. Porque muitas questões eram esclarecimentos de fatos anteriores que já tinham sido falados - disse Nuzman.
Após a visita ao Parque Olímpico, Hollande foi conhecer a Vila do Atletas. Na Zona Internacional, o presidente conversou com nomes importantes do esporte francês, como o mito do judô Teddy Riner e o jogador de basquete Boris Diaw, do Utah Jazz, da NBA. Logo a seguir, encaminhou -se para a área residencial do complexo e visitou o prédio que recebe a delegação francesa na Rio 2016.

Fonte: GE 

MUNDO

PMA doa dinheiro para apoiar alimentação de refugiados na Etiópia




União Europeia apoia nova iniciativa com cerca de US$ 92 milhões; valor deve ajudar a comprar comida e o reforço da resiliência após o El Niño; país acolhe o maior número de refugiados do continente africano.
Crianças etíopes. Foto: Banco Mundial/Natalia Cieslik

O Programa Mundial de Alimentação, PMA, lançou esta quinta-feira um sistema de transferências de dinheiro para apoiar refugiados sudaneses que vivem a oeste da Etiópia.
O plano da agência é introduzir a medida em mais acampamentos para apoiar sul-sudaneses e eritreus.
Rações
Com mais de 700 mil cidadãos de outras nações, a Etiópia é o país que mais recebe refugiados em África.
A agência presta auxílio a 85% das pessoas por mês com rações alimentares essenciais e a um número crescente de beneficiários de valores.
O contributo de US$ 92 milhões da União Europeia permitiu que os acampamentos de Tongo e Sherkole se juntassem a mais oito locais que já introduziram as transferências monetárias.
Logística 
O montante também deve ajudar a reforçar a resiliência dos etíopes afetados pelo fenómeno climático El Niño e apoiar ações de logística.
O representante do PMA na Etiópia disse que apesar dos enormes desafios colocados pela pior seca em décadas, o país tem mantido a sua política de portas abertas para os refugiados.
Eficiência
John Aylieff disse que com a ajuda humanitária da UE, a agência pode dar assistência aos esforços do governo, maximizando a eficiência e o impacto da resposta através dos valores a serem entregues aos refugiados.
Com a diminuição do impacto do El Niño, as distribuições monetárias devem baixar porque as previsões apontam para a diminuição de preços dos alimentos nos mercados locais utilizados pelos refugiados.

Fonte: Rádio adas Nações Unidas

MUNDO

PMA lança aplicativo para crianças afetadas por El Niño no Malaui




CompartilheComida é o nome do dispositivo para arrecadar fundos para merenda escolar de meninas e meninos afetados pela seca.
De acordo com o PMA, uma refeição na escola já provou que a frequência aumenta e melhora a habilidade das crianças no aprendizado. Foto: PMA

O Programa Mundial de Alimentação, PMA, lançou um aplicativo para socorrer crianças afetadas pela seca, causada pelo fenómeno climático El Niño no Malaui.
O aplicativo deve ajudar aos projetos de emergência para o país africano. O objetivo é atender 58 mil crianças em Zomba, o distrito no sul do Malaui, que foi severamente afetado pela seca e sofrendo com altos níveis de insegurança alimentar.
Projeto nacional
Pelo aplicativo, os usuários de telefones inteligentes podem doar o mínimo de 50 centavos de dólar para dar uma refeição por dia a um aluno.
As crianças entre 6 e 13 anos irão receber papas fortificadas através do programa de merendas do PMA que apoia o projeto nacional de proteção social do governo do Malaui.
De acordo com o PMA, uma refeição na escola já provou que a frequência aumenta e melhora a habilidade das crianças no aprendizado. No caso do distrito de Zomba, o número de matrículas é baixo e de evasão escolar e de repetição é alto. A agência da ONU espera que a disparidade de género nas escolas seja ainda mais agravada neste momento de crise.
Pequeno almoço
Uma pesquisa revelou que mais de 75% das crianças em Zomba chegavam à escola pela manhã sem o pequeno almoço.
A agência da ONU informou ainda que em todo o sul da África, existem 18 milhões de pessoas que dependem de assistência de emergência. O plano do PMA é atender 11,9 milhões de africanos até o início de 2017.
O PMA informou que para cada dólar investido no programa de merendas, são retornados seis em produtividade e saúde das crianças quando se tornam adultas.
HIV/Sida
Mais de uma em cada três crianças do Malaui tem problemas de crescimento e estão abaixo do peso e da altura adequados para a idade.
A malnutrição no Malaui custa o equivalente a mais de 10% do Produto Interno Bruto, PIB, todos os anos.
O país africano também tem altas taxas de HIV/Sida e de mortes pela doença, que já causaram um alto número de órfãos no país e de lares que acabam sendo chefiados por crianças.


Cerca de 25% dos malauianos vivem na pobreza  e com grande parte da população dependente da agricultura para sobreviver, desastres naturais e fenómenos climáticos acabam agravando a insegurança alimentar.


Fonte: Rádio das Nações Unidas 

MUNDO

Migração: centros de recém-chegados à Itália preocupam grupo da ONU




Mais de 90 mil pessoas chegaram ao país europeu pelo mar em 2016; grupo que avaliou direitos humanos questionou tempo de transferência, detenções e uso da força nos centros de registo de migrantes e refugiados.
A Itália recebeu mais de 90 mil pessoas que chegam pelo mar em 2016. Foto: Acnur/Olivier Laban Mattei

Uma equipa do Escritório da ONU para os Direitos Humanos mencionou "questões legais" que precisam de maior atenção em centros que recebem migrantes e refugiados na Itália.
Num artigo publicado após um contacto com a situação de recém-chegados em julho, o grupo expõe o cenário de um dos locais visitados na cidade de Pozzalo, na ilha da Sicília. Trata-se de um dos quatro maiores destinos de migrantes no sul da Itália.
Migração
No momento da visita da equipa da ONU, o local tinha 207 pessoas resgatadas do mar. Elas aguardavam que autoridades da União Europeia e da Itália apurassem a sua idade, nacionalidade, identidade e razões de migração para que tomassem a decisão final.
Um dos membros da equipa da ONU foi Imma Guerras-Delgado. Ela contou que os funcionários locais disseram que tentam garantir a transferência de adultos em 48 horas.
Ela revelou, no entanto, que vários deles ficam no centro por "períodos muito mais longos". A situação é considerada "muito mais difícil" para crianças desacompanhadas porque faltam abrigos adequados.
Registo
A equipa da ONU registou como uma das preocupações que os locais estariam a operar mais como centros de detenção em vez de fazerem o registo dos migrantes e refugiados. Várias ONGs foram contactadas pelo grupo da ONU.
A Itália recebeu mais de 90 mil pessoas que chegam pelo mar em 2016. Nos últimos dois anos, o país aumentou o número de locais de receção de migrantes de 22,1 mil para 120 mil.
A equipa da ONU defende que a detenção de migrantes deve ocorrer como "medida de último recurso" e destacou a falta de mecanismos para avaliar a necessidade de prender os recém-chegados.
Impressões Digitais
O grupo disse estar "muito preocupado" com a falta de clareza sobre o tempo em que os migrantes podem ficar num centro e o grau da força a ser usado se um migrante recusar que lhe tirem as impressões digitais.
A conselheira para Migração do escritório da ONU, Pia Oberoi, disse que a Itália não é capaz de garantir normas iguais para a proteção dos direitos humanos nos sistemas de receção de migrantes.
Para ela, a razão é uma combinação de fatores que inclui políticas de migração impostas pela UE ao país e as contratações feitas pelo governo italiano de "serviços sem regras nem regulamentos claros."
Sociedade Civil
Oberoi considera um bom passo que o Ministério Italiano do Interior e os seus parceiros trabalhem para melhorar e harmonizar o funcionamento dos centros.
Ela pediu maior cooperação e a assinatura de acordos com agências das Nações Unidas e da sociedade civil para a oferta de mais serviços médicos e psicossociais além de atividades recreativas.
A outra meta é permitir que os centros sejam acompanhados para garantir que deem maior ênfase à proteção dos direitos dos migrantes, incluindo crianças.

Fonte: Rádio das Nações Unidas 

MUNDO

ONU cita "morte e estupro de civis por forças de segurança" no Sudão do Sul




Chefe de direitos humanos pede retoma do diálogo e medidas para garantir justiça e prestação de contas; ONU registou 217 casos de violência sexual na recente onda de violência; avaliação menciona recrutamento forçado de menores.
Alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Al Hussein. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

O chefe de direitos humanos disse que as forças do governo do Sudão do Sul, Spla, executaram civis e estupraram mulheres e meninas durante e após intensos combates ocorridos no mês passado na capital Juba.
Num estudo preliminar lançado esta quinta-feira, o alto comissário Zeid Al Hussein pediu ao governo do presidente Salva Kiir que leve os autores dos crimes ao tribunal.  Spla significa Exército de Libertação do Povo do Sudão, que são as tropas de governo.
Medidas Urgentes
Ao Conselho de Segurança, Zeid apelou que sejam tomadas “medidas urgentes” para deter a violência no mais novo país do mundo.
Pelo menos 217 casos de violência sexual foram documentados na capital Juba entre 8 e 25 de julho.
Zeid revela que, em algumas áreas, mulheres de vários grupos étnicos foram violadas por jovens fortemente armados que se acredita "sejam afiliados ao Spla na oposição".
Execuções
Zeid destaca a morte de civis em fogo cruzado entre as forças envolvidas nos confrontos, mas indica que outros  sofreram "execuções sumárias pelos soldados do governo que aparentemente foram direcionadas a pessoas de origem Nuer”.
O comunicado destaca que os combates também resultaram em violência sexual generalizada, incluindo estupro e violação coletiva por soldados uniformizados e homens à paisana.
De acordo com Zeid, pelo menos 73 mortes de civis foram registadas pelas Nações Unidas mas "acredita-se que o número seja muito mais alto".
Deslocação
O comunicado revela que foi negado o acesso da ONU a algumas das áreas mais atingidas nos dias que se seguiram ao conflito, e que continuam as restrições à deslocação.
Os dados do Escritório do Alto Comissário ao Conselho de Segurança fazem parte de uma atualização das conclusões preliminares apresentada na terça-feira.
O documento expressa preocupação com alegações de que "algumas forças de paz poderiam ter falhado no apoio a mulheres e meninas que teriam sido violadas e agredidas perto das suas posições."
Civis
Zeid disse que tomou conhecimento das medidas da Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul, Unmiss, para resolver a situação e pediu uma ação forte em "casos em que militares da ONU não cumpram o seu dever de proteger os civis."
A informação recolhida até agora pelo pessoal de direitos humanos da ONU é considerada  “instantânea” devido à situação muito tensa e volátil e ao acesso limitado às testemunhas e vítimas.
A atualização também destaca o que considera "situações humanitária e economica terríveis".
Direitos Humanos
O alto comissário deplorou a falta de "respostas eficazes para acabar com a impunidade para violações dos direitos humanos e abusos do direito internacional humanitário".
Zeid  disse que casos de "estupro e assassinatos de civis prosseguem, a impunidade continua e o Tribunal Híbrido e outras medidas propostas para aumentar a proteção e prestação de contas ainda não foram implementados".
O documento inclui relatos de recrutamento forçado por parte do Spla incluindo de crianças, em Bor.
O alto comissário pediu ao governo de transição de Unidade Nacional que restaure o diálogo e adote medidas para garantir justiça e prestação de contas. Ele pediu também à comunidade internacional que pressione o governo sul-sudanês a suspender a violência e a respeitar a vida da população civil.


Fonte: Rádio das Nações Unidas 

MUNDO

Países das Américas prometem ação conjunta para proteger refugiados




Nove Estados da região prometeram trabalhar juntos para fortalecer proteção a pessoas fugindo da América Central; Agência da ONU para Refugiados saudou medida; documento é conhecido como Declaração de Ação de São José.
Mulher de El Salvador caminha em Chiapas, no México, em outubro deste ano.Foto: Acnur/M.Redondo

A Agência da ONU para Refugiados, Acnur, saudou a Declaração de Ação de São José, divulgada nesta quinta-feira, onde nove países da América do Norte e Central prometeram trabalhar juntos para fortalecer a proteção de refugiados que estão fugindo da América Central.
Para a agência, este é um marco que acontece antes da Cúpula da ONU sobre refugiados e migrantes em setembro.
Gratificante
O chefe do Acnur, Filippo Grandi, afirmou que é "vital e imensamente gratificante ver os países das Américas se unirem em uma abordagem regional para encontrar soluções humanas e colaborativas" para pessoas que precisam "desesperadamente" de ajuda.
Para o alto comissário, este é o caminho para ajudar os mais vulneráveis a recuperar suas vidas com dignidade.
Proteção
Em um comunicado conjunto, os governos de Belize, Canadá, Costa Rica, El Salvador, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, México e Panamá reconheceram a necessidade de maior proteção a solicitantes de asilo, refugiados e deslocados internos na região.
A declaração é resultado de um reunião inédita organizada pelo Acnur e pela Organização de Estados Americanos, OEA, na Costa Rica no mês passado.
Triângulo Norte
A maioria das solicitações de asilo no país foi feita por pessoas forçadas a fugir da violência generalizada de gangues transnacionais fortemente armadas em El Salvador, Honduras e Guatemala.
Segundo o Acnur, isto fez com que estes países, conhecidos como Triângulo Norte da América Central, sejam um dos lugares "mais mortais do planeta".

Fonte: Rádio das Nações Unidas 

MUNDO

OIT ajuda tirar jovens de trabalho forçado no Brasil





Projeto Ação Integrada garante acesso a treinamento técnico e institucional; iniciativa da agência da ONU foi implementada em 2009, no estado do Mato Grosso.
Iniciativa tem como objetivo fornecer apoio técnico e institucional aos jovens. Foto: OIT/Antonio Rodrigues

O projeto Ação Integrada da Organização Internacional do Trabalho, OIT, ajudou a tirar centenas de adolescentes do trabalho forçado no Brasil.
A iniciativa, implementada em 2009 no estado do Mato Grosso, tem como objetivo fornecer apoio técnico e institucional aos jovens.
Desafios
O diretor-geral da OIT, Guy Ryder, disse que "no Brasil, a agência teve a chance de provar que é possível combater os desafios e oferecer mais oportunidades de trabalho decente para os jovens".
Ryder afirmou que é possível também "lutar contra formas inaceitáveis de emprego, como trabalho forçado ou trabalho infantil".
O programa oferece treinamento profissional de até seis meses para as pessoas em situações de alto risco ou que foram resgatadas de condições de trabalho escravo.
Segundo um dos representantes da OIT envolvidos no projeto, quatro em cada cinco participantes do programa são analfabetos.
Tecnologia e Saúde
Eles recebem treinamento em várias áreas, incluindo gestão empresarial, cidadania, tecnologia de informação, saúde e segurança no trabalho e direitos trabalhistas.
Ao final do projeto, os jovens são encaminhados para oportunidades de trabalho em diversos setores, como por exemplo agricultura e construção.


Em 1995, o governo do Mato Grosso admitiu a existência de trabalho forçado e adotou leis e políticas para combatê-lo. Um grupo criado pelo Ministério do Trabalho brasileiro no mesmo ano já conseguiu resgatar, até agora, quase 50 mil pessoas vivendo nessas condições.

Fonte: Rádio das Nações Unidas 

MUNDO

Relator da ONU pede proteção para milhões de sírios em regiões sitiadas


Dainius Puras quer que todas as partes envolvidas no conflito da Síria adotem as medidas para proteger os que vivem nessas áreas; ele pede ainda passagem livre e rápida de ajuda humanitária para quem precisa.
Refugiados em acampamento em Alepo, Síria. Foto: Ocha/Josephine Guerrero

O relator especial da ONU sobre o Direito à Saúde, Dainius Puras, quer que todas as partes envolvidas no conflito na Síria protejam milhões de pessoas que estão vivendo em áreas sitiadas ou de difícil acesso.
Segundo Puras, as forças do governo e da oposição devem permitir a passagem livre e rápida de ajuda humanitária para quem precisa. Além disso, ele pediu que os dois lados forneçam passagem segura para todos os civis que queiram deixar essas regiões.
Proibidos
Para o relator especial da ONU, "governo e oposição estão proibidos de impedir que os civis recebam produtos básicos, como água, comida e assistência médica necessários para sua sobrevivência".
Puras deixou claro que "todos os sírios devem ter seus direitos humanos respeitados".
Dados das Nações Unidas mostram que mais de 5 milhões de sírios vivem em áreas consideradas de difícil acesso no país.
Desse total, 600 mil estão em 18 regiões sitiadas, 15 controladas por tropas do governo e seus aliados e três por grupos da oposição ou pelo movimento terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil.
Em Alepo, por exemplo, 250 mil pessoas estão em risco em locais controlados por forças da oposição.
Comboios Humanitários
Puras disse ainda que "as ações do governo sírio nos últimos meses para aumentar o número de comboios humanitários para regiões sitiadas ou de difícil acesso devem ser ampliadas para lidar com a difícil situação".
O relator especial explicou que nas áreas controladas pelo governo e seus aliados, as agências humanitárias não podem entrar sem autorização. A situação é a mesma nas regiões sob o controle de grupos armados.
A ONU informou que os extremistas do movimento islâmico Isil executaram várias pessoas que tentaram levar alimentos para as áreas controladas pelo grupo terrorista.

Fonte: Rádio das Nações Unidas 

RIO 2016

Ban está no Brasil para participar dos eventos dos Jogos Olímpicos


Secretário-geral da ONU vai visitar a Vila Olímpica, equipe de atletas refugiados, e a delegação olímpica da Coreia do Sul que participam da Rio 2016; nesta sexta-feira, ele vai fazer parte do revezamento da Tocha Olímpica na praia de Copacabana.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, chegou ao Brasil para participar na abertura dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. Foto: ONU/Evan Schneider

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, já chegou ao Brasil para participar de vários eventos relacionados aos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro.
Na tarde desta quinta-feira, Ban vai visitar a Vila Olímpica e se encontrará com os integrantes da equipe de refugiados, que inclui atletas da Etiópia, da Síria, do Sudão e da República Democrática do Congo. Ele também vai se reunir com atletas da Coreia do Sul.
Tocha Olímpica
Na sexta-feira, o chefe da ONU começa o dia participando do revezamento da Tocha Olímpica na praia de Copacabana e segue para uma cerimônia especial com chefes de Estado no Palácio Itamaraty, organizada pelo governo brasileiro.
À noite, Ban participa da abertura oficial dos Jogos Olímpicos, no Maracanã.
Ainda como parte da agenda do secretário-geral, ele assiste no sábado a competições de hóquei e tiro no Complexo do Parque Olímpico de Deodoro e a primeira entrega de medalhas da Rio 2016.#ONUnasOlimpíadas

Fonte: Rádio das Nações Unidas 

MUNDO



Franceses tentam aprender a viver sob ameaça terrorista

Paris - Os franceses vivem um verão estressante, com patrulhas militares nas praias e ruas, tentando se adaptar à ideia de que a ameaça de novos ataques é uma possibilidade constante.

"É algo novo para nós. Há países, como Israel, onde a ameaça terrorista é diária. Falamos até mesmo de uma 'israelização' [da sociedade], mas mesmo Israel não consegue impedir ataques. Nós vamos encontrar o caminho para nos habituar", resume a psicóloga Evelyne Josse.

"Como resistir" foi a manchete do Le Point após o ataque que em 14 de julho deixou 84 mortos e centenas de feridos em Nice, a principal cidade da Riviera Francesa, e quinze dias antes do assassinato de um padre em sua igreja.


Ambos os ataques foram reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI).

As autoridades mobilizaram centenas de policiais nas praias para prevenir ataques semelhantes.

Para não perturbar os banhistas, os agentes carregam suas armas em um saco impermeável amarrado na cintura.

Nas praias de Cannes (sudeste) foi proibida a entrada de pessoas com mochilas ou bolsa que poderiam esconder armas ou explosivos.

'Traumatizados'Muitos franceses admitem que evitam as multidões, especialmente quando acompanhados de seus filhos, após o ataque de Nice, cometido com um caminhão que atropelou a multidão reunida para a queima de fogos de artifício do feriado nacional. Dos 84 mortos, dez eram crianças.

"Estamos um pouco traumatizados (...) Pensamos nisso sempre que vamos em lugares públicos: teatros, cinemas e agora igrejas", admite Françoise, uma aposentada de 69 anos, que prefere não dar seu sobrenome.

O assassinato de um padre de 85 anos em uma igreja na Normandia (nordeste) por dois extremistas de 19 anos aumentou ainda mais a tensão no país.

Como um mecanismo de proteção contra a ansiedade, algumas pessoas optaram por ser informadas com parcimônia.

"Informo-me, mas não permanentemente. Depois do ataque ao Bataclan, fiquei assistindo TV até as cinco da manhã. Agora parei, porque me oprime", diz Norbert Goutmann, um advogado de 66 anos que vive perto de Paris.

Após os atentados de novembro de 2015, que deixaram 130 mortos na casa de espetáculos Le Bataclan e em outras partes da capital, o advogado consultou um psiquiatra, para tentar "se acalmar".

Nos dias de sol, os terraços dos cafés parisienses e os passeios ao longo do Sena ficam lotados... e protegidos por grupos de soldados armados com fuzis.

E os incidentes também se multiplicaram.

Um jovem provocou pânico em uma praia de Gruissan, no sudeste, andando com uma arma falsa. Ao largo de Marselha, três indivíduos foram detidos depois de gritarem "Allah Akbar" a bordo de uma embarcação que seguia para a costa da grande cidade do Mediterrâneo.

Festas anuladasAs autoridades cancelaram como medida de precaução muitas festividades tradicionais, como fogos de artifício em 15 de junho; ou culturais, como festivais de cinema ao ar livre.

"Estamos em uma situação de guerra. Como resultado, às vezes, as celebrações devem ser proibidas", declarou esta semana o ministro da Defesa Jean-Yves Le Drian.

Contudo, as manifestações populares autorizadas têm sido realizadas com bastante sucesso, ilustrando a necessidade das pessoas de trocar idéias e compartilhar momentos positivos.

Há também aqueles que adotam o desafio, sob o lema "Eu não tenho medo", como a onda que se seguiu na Place de la République de Paris após os atentados de novembro.

O "Daesh [sigla em árabe EI] ameaça Marselha, e eu ameaço o Daesh", escreveu em seu Facebook um jovem, Mohamed Nenni, antes de adicionar um vídeo repleto de insultos visualizado 300.000 vezes em 24 horas.

"Sua ideologia medieval não nos assusta", proclamou um grupo nacionalista clandestino, que ameaçou com uma "resposta decisiva e sem hesitação" em caso de ataque jihadista.
Fonte: Uol Notícias